TEMPO, TEMPO, TEMPO... - Sonetilho
Corre o Tempo! Até parece
Que não tem tempo a perder,
Que foge como quem esquece
Quanto não deve esquecer,
Mas dele, em nós, permanece
Essa vontade de qu`rer
Mudar tudo o que acontece
No que deva acontecer...
Quando o Tempo nos oferece
Tão justa razão de ser,
É bom que a gente se apresse
Pois todo o povo engrandece
Quando retira o Poder
A quem lho não reconhece
Maria João Brito de Sousa - 18.09.2011 - 15.25h
Imagem retirada da internet, via Google
“Cromos”
ResponderEliminarHavia os cromos da bola
Quando eu era pequenino
Hoje há cromos sem destino
Aparece com cada estarola
Há cromos com veia política
São de uma eficiência total
Vocês não me levem a mal
Esta é a minha veia crítica
Conduzem-nos até ao futuro
Com uma mestria duvidosa
Para nos iludir é só treta
Obter os mais difíceis é duro
Trabalho de forma laboriosa
Pr’a completar a caderneta.
Prof Eta
Poeta, o meu sono está mesmo a dar-me conta da criatividade e a febre de ontem voltou... acompanhada por uma senhora dor de cabeça daquelas...
Eliminaragradeço-lhos e só respondo amanhã porque hoje já não rimo nem sono com cama :))
Abraço grande!
:)
EliminarEu mesma coleccionei,
Em tempos muito remotos,
Esses cromos... e gostei
De guardá-los, como fotos...
Cromos das "raças humanas",
Das bandeiras, de animais...
Havia alguns bem "bacanas"
Entre outros muito banais...
Agora há muitos mais cromos
Porque andam por toda a parte
Mostrando aquilo que somos;
Afinal... tudo isto é arte
Porque arte é tudo o que pomos
Neste planeta... ou em Marte... :)))
Abraço grande! :)
"Esperança"
ResponderEliminarEsperança é a última a morrer
Todas as outras já morreram
E se alguma sobreviver
Não mais serão o que eram
Esta é a nossa fatalidade
Nesta hora de mudança
É certa a sua enfermidade
Mas há que salvar Esperança
Não te vás Esperança nossa
Fica p’ra sempre connosco
Eu sei que te fará mossa
Aturares o que aturamos
Assume connosco o risco
Sem ti Esperança não mudamos.
A Esperança, quando aliada
EliminarÀ Vontade de mudar,
Faz milagres e do Nada
Consegue um Tudo tirar...
E não morre, é persistente
Como a raiz do poema
Que gera a própria semente
Da solução do problema...
Dela dizem maravilhas
E eu concordo, bem se vê,
C`os poderes que lhe atribuem!
Nos continentes, nas ilhas,
Só porque alguém nela crê,
Há muitos que dela fruem!
Abraço grande e até logo, Poeta!
Olá Jo!! Como vai minha amiga? Espero que me desculpe a ausencia mas tenho andado por outras galáxias e o teletransporte estava com defeito. Vou chegando em fases.
ResponderEliminarAbraço grande
P.S. Breve passo aí
Fá!!! Nem acredito!!! Tinha estado, minutos atrás, a pensar em si e nos pequeninos! :))
EliminarEu, às vezes, também tenho problemas com o teletransporte! eheheh
Enorme abraço! ENORME mesmo! :)
Olá minha amiga, então como vai a sua saúde, a inspiração está muito boa, este sonetilho está muito bonito como sempre, esta maneira de escrever é mais a minha onda, a minha Joana diz que gostava mais de ler as minhas coisas quando eu escrevia as minhas quadras. Eu tenho andado um pouco arredada destas coisas do blog, mas já ando a sentir a falta das palavras, a qualquer momento começo a escrever alguma coisa. Um grande abraço e as suas melhoras
ResponderEliminarMinha amiga, acredite que é a única pessoa que me consegue mesmo deixar envergonhada!
EliminarNão sei como andará o seu novo livro... sei que ainda não fiz nada que jeito tivesse. Espero que me possa desculpar muito embora eu tenha dificuldade em desculpar-me a mim mesma, no que diz respeito ao seu livro.
Há imenso tempo que a não visito... nem aos outros amigos dos blogs... mas aí já sei explicar porquê; uma tarde gasta-se num piscar de olhos só a ler as publicações dos meus murais - e falho muitas - e a tentar manter a ordem nas caixas do correio. De manhã já raramente venho ao computador porque gasto o meu tempo útil com a bicharada e a minha higiene pessoal. É assim mesmo, infelizmente tenho de me adaptar ao ritmo lento a que o meu corpo consegue responder.
Um abraço grande e desculpe-me!
Não se preocupe com isso, eu estou a ver se tenho alguma ideia de jeito para a capa. O livro está a andar, a Maria Helena está a tentar arranjar outra gráfica porque aquela que imprimia os nossos livros faliu, mas está tudo controlado. O que me preocupava era o registo e isso já está resolvido, por isso o resto é só questão de tempo. Um grande abraço
EliminarAmiga, eu sou um tanto ou quanto estranha no que toca à pintura e só funciono por fases... mas isto é demais! Garanto-lhe que nunca me tinha acontecido bloquear desta maneira! Tenho apenas uma imagem em mente, constantemente a vir-me à ideia, mas não a posso utilizar pois é a de uma ceifeira parecidíssima com as do Manuel Ribeiro de Pavia... enfim, nada que jeito tenha para uma capa...
EliminarAbraço grande!
“Envernizados”
ResponderEliminarTemos a felicidade a metro
Por isso o nosso ar tão feliz
Gargalhada é ao cronómetro
Se fôr demais estala o verniz
Estala o verniz da felicidade
E nestes tempos de aparências
Isso é uma enorme fatalidade
Coloca a nu todas as carências
Para ocultar mais vale parecer
Mesmo estando envernizados
Só o ar feliz deve transparecer
Nem que estejamos infernizados
Com o que nos está a acontecer
Nestes tempos conturbados.
Eu cá sou apologista
EliminarDe me rir até mais não!
Sempre que o riso me assista;
Gargalhada, pois então! :)
Mas nem sempre a gargalhada
Significa felicidade;
Pode um de "cara fechada"
Ser feliz estando à vontade...
Se tiveres dores de cabeça
Não te rirás com certeza
Mas podes bem ser feliz
Sem que essa dorzinha impeça
Que digas não à tristeza
Como julga quem o diz...
Abraço já sonolento, Poeta! :)
“Antidepressivo”
ResponderEliminarNão existe direito ao amor
Nesta mudança civilizacional
Que a tragédia parece propôr
Em troca do valor tradicional
Verdade está morta e enterrada
A fraternidade já desapareceu
A justiça não conta pr’a nada
E o respeito há muito adoeceu
A mentira, o roubo e a paulada
Novos valores que se levantam
E o sistema mole e permissivo
Oferece uma noite na esquadra
Bebes bem e ainda te alimentam
E tens direito ao antidepressivo.
Prof Eta
Credo! :/ ... :)))
EliminarAmor é um sentimento,
Não é uma imposição!
Quando surge, é como o vento,
Quase como um furacão
Pode bem mais do que pode
Qualquer coisa que se ensine,
Porque é natural, eclode
Mesmo quando se não exprime...
Não sou pela repressão
Mas não gosto da violência
Nem tão pouco da censura
Digo-lhes sempre que não
Com ardor e com veemência!
[à doença oponho a cura]
Abraço um pouco menos ensonado... este sonetilho ia-me roubando o sono... :)
Bravo, só peço desculpa pelo efeito causado, atrever-me-ia a perguntar-lhe, porque é que não há poetas e gentes de outras sensibilidades nos governos e centros de decisão?
Eliminar:) Olá, Poeta! Olhe que não sei... ou então pode ser que os poetas não se dêem muito bem com cargos decisórios... mas, não. Não sei mesmo.
EliminarAbraço grande, grande!
“Desagregação”
ResponderEliminarEstá falido o nosso mundo
Em breve vai ser resgatado
Velho mapa foi encontrado
Traz um desígnio profundo
Este é o mapa dum tesouro
Mensagem está codificada
Não será difícil a charada,
“Esquece todo o teu ouro
Deixa de venerar o cifrão
Preserva todo o teu ser,
Auxiliando o teu irmão
Evitarás a desagregação.”
Se o mundo não compreender
Então não haverá salvação.
Ainda não é hoje que respondo em sonetilho, Poeta. Dispunha-me a fazê-lo quando uma vizinha me bateu à porta. Estava com uma hiperglicémia de 483 e vi jeitos de ter de a levar ao hospital. Agora baixou mas ainda está acima dos 300. Tenho de estar muito atenta... não dá para poetar quando estou preocupada e na iminência de ter de intervir.
EliminarAbraço grande! Espero que amanhã não surja mais complicação nenhuma!
Desde quando o mundo aceita
EliminarQue o cifrão caia do trono?
Que a vontade seja feita
De dar o seu a seu dono?
Mas, sem dúvida nenhuma,
Acredito num confronto
Em que a verdade se assuma
Como vontade, num ponto;
Se, em termos de quantidade,
Muito poucos têm tudo
E tantos não têm nada
Apostar na igualdade
Mostrará que não me iludo
Com mundos "de mão beijada"...
:) Muito coxito... mas cá vai! :)
“Causa raíz”
ResponderEliminarEstá a morrer muita gente
Que nunca tinha morrido
Já antes teria acontecido?
Ficou a dúvida premente
Juntou-se grupo de peritos
Para o assunto escalpelizar
Conclusão havia de chegar
Mas ainda se viram aflitos
Estudaram até à exaustão
Uma amostra da população
Consultaram alguns arquivos
Após tratar toda a informação
Chegaram a uma conclusão
Acontece porque estão vivos.
Prof Eta
Poeta, por muito desafiante que este seu sonetilho me possa parecer, não lhe vou responder hoje... pelo menos em sonetilho. Estou a cair de sono e vou ter de sair amanhã. Também não me estou a sentir grande coisa e os sonetilhos não ligam bem com os estados febris.
EliminarAbraço grande e até amanhã! :)
Reunida a condição
EliminarDe estar vivo e estar por cá
Logo essa condenação
De morrer, nos chegará...
Assim a vida o decreta
Em cada coisa que surje;
Que a morte é parte directa
Desta força que nos urge
Todos nós sabemos bem
Desse viver de incertezas
Pelos caminhos da Terra
Porque esta vida também
Pressupõe as subtilezas
Que a renovação encerra...
Outro coxito.. :))
Caramba!!! "surge" com J !!! :/ Que pena não se poderem emendar os comments...
EliminarO tempo é algo que tudo nos trás, basta nós lutarmos por isso... pois ele em si, não passa disso, de tempo que, quer queiramos ou não, não pára para olhar para trás :)
ResponderEliminarLindo sonetilho Maria :D
Olá, Paper! :) Ainda só consegui dar dois "pulinhos" até à minha caixa de correio do sapo... mas foram mesmo pulinhos :) Estou sem o dito tempo :)
EliminarObrigada e um abraço grande!
“Gulosos”
ResponderEliminarO Santana sabe demais
Se ele diz vai ser assim
Só há um que sabe mais
De seu nome, Jardim
E neste jardim Portugal
Há muita flor desta raça
Se a Madeira é um bananal
O continente a ultrapassa
A culpa não é de ninguém
Mas de todos sim senhor
Sabe bem encher a mula
O dinheiro donde provém?
Não interessa Sr. Doutor,
Satisfaça lá a sua gula!
Prof Eta
No que toca a gerir isto
EliminarNunca falta o candidato
Que afirme nunca ter visto
Tão tremendo desacato
Eu que vos gasto, senhores,
A conta de um jantarzinho
Nestas mazelas e dores
Que me chegam de mansinho
Nos trinta dias de um mês,
Só se não puder, de todo,
Não estarei do vosso lado
Pr`a debater os porquês
De, afundados neste lodo,
Chegarmos a este estado!
Abraço, Poeta. Vou tentar responder a todos, agora!
Este está uma delícia! :)
“Sem tempo”
ResponderEliminarNão tenho tempo a perder
E não o tenho a ganhar
Que o tempo parece correr
Não corro para o agarrar
É um tempo alucinante
De vertigens em catadupa
Por um caminho triunfante
O triunfo não me preocupa
Mais vale ficar sentado
À espera da última moda
Contemplando o firmamento
E por um poema enfeitiçado
Cujas estrofes nos recorda
Como o tempo corre lento.
Este tempo que, correndo,
EliminarParece tirar-nos tanto
Dá-me tudo o que eu pretendo
Desde a lucidez ao espanto
Ninguém consegue fazer
Com que eu me zangue com ele
Por mais dores que eu venha a ter,
Por mais que me enrugue a pele
Porque esta renovação
Que nos justifica a vida
Vem-nos da própria noção
De estarmos cá de fugida
Cumprindo cada função
Até à nossa partida!
Abraço grande! :)
Meu Caro Pedro
ResponderEliminarContinuas a preocupar-te, demais, com o que não vale tanto quanto tu pensas. Sobreavalias o que não merece.
Gostei daquele «poema emprestado» e como o prazo era curto, apressei-me a manifestar-te o meu agrado.
POEMA DEVOLVIDO
Poema emprestado e, só por um dia
E, assim, tão cedo to vou devolver
Por muito mais tempo gostava de o ter
Pois se curto é o prazo…curta a mais valia
Se avaro não fosses, eu até podia
Ter melhor ensejo de to remeter,
Podendo ter antes aquela alegria
De o ler muitas vezes e voltar a ler
Mas nem tudo a vida dá duma só vez
Nem esperança, nem sonhos, nem a liberdade
É ela mais lesta em levar, talvez
Tudo o que sonhámos em nosso labor.
Sem corresponder à nossa ansiedade
Nunca mata o sonho… frustra o sonhador.
EDUARDO
... e assim, frustrando o pobre sonhador,
Eliminarrouba bem mais que um sonho, uma vontade,
deixando-lhe esse travo de ansiedade
que lhe dói muito mais que a própria dor...
não sonha o sonhador, nem sonha a flor
que rasga o seu caminho e, sem maldade,
vê transformar-se o sonho na saudade
de um tempo em que ansiava outro esplendor
agora faz-se tarde e a fantasia,
esquecida do que vinha ali fazer,
nem sabe se verá um novo dia,
se a vida se esqueceu de lhe dizer
a que hora, pontualmente, deveria
soltar-se do poema e renascer...
Boa tarde, meu amigo Eduardo. Este soneto, desinspirado e tristonho, surgiu-me da leitura do seu POEMA DEVOLVIDO... é uma dupla devolução:) Digo que é desinspirado porque, muito embora mantendo a correcção métrica, saiu-me sem a força dos que eu fazia há uns tempos. Tem mensagem... sem dúvida. Mas, neste momento, nem eu mesma estou com ânimo para fazer passar qualquer mensagem menos tristonha...
Um abraço grande para si, sua esposa e para a amiga Maria Vitória Afonso.