VIDA A VIDA


Enquanto a vida passa pela vida


Muitos, na luta eterna, reconhecem


Que as teias desta vida se nos tecem


Conforme a voz que temos seja erguida...


 


Tantos de nós, descendo uma avenida,


Procuramos dar voz aos que a merecem


E damos voz à voz dos que se oferecem


Pr`a dar voz à verdade indesmentida


 


Que vida a vida se ergue na cidade


Reconstruindo a solidariedade


Essa  que já mil vezes nos uniu


 


E é contra a voz que abafa a nossa voz


Que, erguidos desse chão, não estamos sós


Contra quem, pr`a roubar-nos, nos mentiu!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 07.10.2011 – 18.37h


 


 


NOTA - Desde esta madrugada, impossibilitada de aceder ao meu mural do Facebook e à maioria dos sites da net, desejo, do fundo do coração,


uma GRANDE concentração a todos os amigos da ANIMAL e de todos os grupos e associações que hoje se lhes juntem, no Rossio, para dar voz a todos os animais.


TODOS DIFERENTES, TODOS ANIMAIS!


 


 

Comentários

  1. Jamais nos calaremos Maria!
    Gritaremos sempre mais alto ;)

    Avante! :D

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    1. Eu não me calo, Paper! :) Avante!!!
      Mas estão a tentar calar-me. Não consigo sequer partilhar mais nada da página da ANIMAL nem de outros grupos... os acessos aos murais de quase todos os amigos também me foram cortados...
      Só consigo cá vir "aos soluços" e por atalhos que nem eu imaginava que existissem...
      Bjo!

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  2. “A boiar”

    Preços continuam a baixar
    Aproveitem bem esta ocasião
    Mesmo assim vamos ganhar
    Imaginem fora da promoção

    Leve quatro para só dois pagar
    Leve hoje e só paga amanhã
    Atenção o crédito vai acabar
    Peça o empréstimo esta manhã

    Compre até ao final do ano
    Contudo se estiver em apuros
    Damos-lhe três meses sem pagar

    Para que você não vá p’lo cano
    Praticamos os melhores juros
    Leva uma bóia pr’a não se afogar.

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    1. Com preços baixando, ou não,
      Partiu-se a minha torneira
      E eu vou ter uma canseira
      A lavar loiça no chão

      Eu que sempre acreditei
      Ser um pouquinho imatura
      Penso, agora, que o pensei
      Por ser muitíssimo pura

      Tenho encontrado "berçários",
      Nesta net em que navego,
      De toda a forma e feitio

      Que têm por alvo vários
      Sectores do Humano Ego...
      [ não choro só porque rio!]

      Este saiu muito coxinho mas eu estou mesmo numa navegação instável e mais do que precária, Poeta! Aliás, antes de publicar vou fazer "copy" porque o mais certo é a net já se ter ido abaixo quando acabar de escrever estas linhas! As mais das vezes nem sequer dá para aceder...
      A história da torneira não é nada poética mas é verdadeira :)) e tinha de sair porque eu ainda estou para descobrir como vou arranjar-me sem ela... mas é claro que os preços hão-de baixar! Quando a procura desce, a "oferta" é obrigada a tornar-se mais "atraente" mesmo sabendo que se irá afogar dessa forma! Não me considero nenhuma entendida mas penso que foi um dos brilhantes esquemas que a banca arranjou para "pôr fermento" no capital, há não muito tempo... mas isto digo eu que sou poeta! :)
      Um abraço muito grande! Para todos vós, incluindo a D. Laura!

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    2. :D Olá, Zilda! Muito obrigada!
      Aproveito para fazer de si a primeira "vítima" da minha "zanga" de ontem... este soneto custou-me muito mais a publicar do que a criar. Vai um caos enorme nesta minha net!!! Ora está com acesso, ora não está; ora consigo fazer um "like" no meu mural do Facebook, ora os "likes" passam, em segundos, a "dislikes"... enfim! Só lhe digo que, estar online e dar a minha opinião, está a pôr à prova a minha paciência e a minha resistência... ou teimosia :))
      Vou ver se consigo publicar esta minha resposta e fazer-lhe uma pequena visita.
      Até já!

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  3. Cara amiga,
    Continuamos e continuaremos a protestar mas já não fazem tremer como antigamente .... habituaram-se e fingem que não vêem .
    Abraço

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    Respostas
    1. É capaz de ter razão, amigo Artesão... não ouvem, não vêem, não lêem... consideram que podem ignorar, citando o Padre Fanhais pela negativa do que ele afirma...
      Quem se incomodará se uma poeta de ossos enferrujados parar de protestar? Nada! Só meia dúzia de amigos com paciência para a ler poderão sentir-lhe a falta... mas quando todos, todos mesmo, se recusarem a ser paus-mandados? Continuarão a ignorar? Matar-nos-ão ou prender-nos-ão a todos? Mas nada disto é tão fácil quanto parece assim, em meia dúzia de palavras saídas à pressa...
      Abraço grande e muito obrigada pela sua visita!

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    2. Cara amiga,
      Estamos condenados a não deixar rasto. Pela parte que me toca, já estou preparado .
      Como a sociedade mudou, as manifestações já não possuem a força do primeiros anos: tudo passa muito depressa.
      Abraço

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    3. Eu vou fazer o impossível para estar, amanhã, às 18horas, no Chiado para participar na Marcha Contra o Pacto de Agressão. Ainda tenho esperança, meu amigo! Talvez não lhe veja os frutos mas tenciono lutar até ao fim pelos que cá ficarão depois de mim. Estamos a ser empurrados para um fosso, meu amigo, e o país connosco! Enquanto puder, não me calarei!
      Enorme abraço!

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    4. Cara amiga,
      Comecei a militar nos sindicatos (corporativos) antes de Abril, depois mais 25 anos na CGTP.
      O meu contributo está dado, agora chegou a altura de parar.
      Abraço grande.

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    5. Entendo perfeitamente, meu amigo Artesão! Peço desculpa por ter deixado os meus comentários a meio mas a verdade é que estou convencida de que é mesmo o meu IP que está bloqueado. Não imagina os malabarismos que tenho feito para conseguir um acessozinho desde o meu computador e, quando já tenho metade escrito, vai-se tudo abaixo e perco o texto. Agora estou no CJ onde não consigo ter acesso às minhas fotografias nem ao som mas sempre vou conseguindo responder.
      Abraço grande!

      Eliminar
  4. “Cara alegre”

    Austeridade marca a hora
    Não espera acontecer
    Então vamos lá embora
    Estamos aqui pr’a receber

    A hora é hoje, aqui e agora
    Não se devem esquecer
    Quem com a colecta colabora
    Por certo irá emagrecer

    Para quem disser o contrário
    O imposto sobre a gordura
    Será a prova derradeira

    Vamos engordando o erário
    Que o nosso esqueleto pendura
    Austeridade é a única maneira.

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    Respostas
    1. Mas chamar austeridade
      A tanta pobreza extrema
      Faz-me parecer que a vontade
      Está a querer mudar de tema...

      Limpar gorduras do Estado,
      Não direitos sociais
      Que ao povo, já espoliado,
      Vão exigindo demais!

      Da carência acumulada
      Nasce um Estado bem mais fraco
      - Estado são os cidadãos! -

      Isto nunca leva a nada,
      Fica este país num caco
      E preso de pés e mãos!


      Olá, Poeta! Só agora... não consegui acesso de outra forma. Mas irei acedendo sempre que possa.
      Abraço grande!

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  5. “Sem memória”

    Desde que existe memória
    Não houve orçamento assim
    Foi muito antes da história
    Não te comiam a ti e a mim

    Agora em nome da soberana
    Deste reino pós modernista
    Vem exigir-nos mais grana
    Não há espírito que resista

    Para essa soberana alimentar
    O coiro e o pêlo entregas
    Melhor é a memória perder

    Porque se te fosses lembrar
    Até às calendas gregas
    Seria sempre a padecer.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A bem do Pós-Modernismo
      - possa ele ter muita saúde! -
      Abaixo o capitalismo,
      Esse que, a mim, não me ilude!

      Deste Orçamento Geral
      Tenho péssima impressão
      E, se isto já ia mal...
      Quem dera eu não ter razão!

      Mas de memória perdida,
      Vai-se a própria identidade...
      Pouco nos sobra da vida,

      Mais valera nem pensarmos
      Em viver sem liberdade!
      Bem nos basta nada termos!


      Abraço, Poeta! :) Consegui vir aos blogs mas, até agora, não consegui aceder a mais nada...

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  6. “O bom pastor”

    Acções do Pastor disparam
    Com a oferta do Popular
    As ovelhas não se calaram
    Cães não param de ladrar

    A minha é a melhor acção
    Esta aqui é que está a dar
    Ainda é grande a confusão
    Cães não param de ladrar

    Mas com a falta de atenção
    O pasto vai-se degradar
    Ovelha fica sem alimento

    Não é pro pastor nem pro cão
    Em breve todos vão definhar
    As acções não são sustento.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Eu sei bem que isso é verdade;
      Nem pr`ó dono, nem pr`ó cão...
      [a seguir vem a ansiedade
      e, depois, a depressão...]

      Mas, entre mortos e feridos,
      Há sempre alguém que resiste
      Que tem olhos, tem ouvidos,
      Que tem boca e não desiste!

      Cães não param de ladrar
      E os donos podem morder
      Se a mentira não parar!

      Quando não houver ração
      Nenhuma para comer,
      Quem reconstrói a Nação?


      Abraço grande! O Kico - enquanto não morre de fome... - voltou a ter aquelas crises de dispneia que simulam o falso crupe. Coitado, faz um barulhão a respirar e estou a ver que tenho de voltar a dar-lhe cortisona...
      Já voltei a publicar, Poeta!

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