CICLO - Sonetilho
Espero dar-te uns rebuçados
Duns tantos que cozinhei
Na panela dos pecados
De que nem sequer provei,
Mas talvez os resultados,
Sendo mais do que eu pensei,
Possam ser concretizados
Apesar do que não dei...
Amanhã nasce o poema
Que me desperta, por fim...
Temo bem que ninguém tema,
Da mesma forma, por mim...
(murcharei, mas tenho pena
de não ficar sempre assim...)
Maria João Brito de Sousa - 28.11.2011 - 16.40h
“Metades”
ResponderEliminarJá vivi metade da vida
A outra metade viverei?
Esta passou de fugida
A outra metade não sei
Se me prega uma partida
Que outra metade terei?
Será metade encolhida
Aquela em que morrerei
Se as metades em conjunto
Não perfazem a unidade
Então a metade que passou
Está mais próxima do defunto
Que com toda a humildade
Sempre as metades aceitou.
Eu, por esse pedacinho
EliminarQue me possa inda restar,
Calcorreio o meu caminho
Sonhando não me cansar...
Estou já longe do tal ninho
Que me viu desabrochar
Mas guardo dele o carinho
Que poucos sabem guardar...
A morte já não me assusta;
Sou muito mais realista
Do que fui no meu passado
Mas algo há qu`inda me custa;
Querendo correr, como em pista,
Fica-me o corpo parado...
:D Olhe que é mesmo assim, Poeta... a cada dia que passa, parece que faço as coisas mais devagarinho... tudo, tudo vai ficando mais difícil de fazer e exigindo um esforço que cada vez parece ser maior... tenho de começar a não me zangar comigo mesma por causa disso ou corro o risco de ficar eternamente zangada comigo mesma...
Abraço grande!
“Licor Europa”
ResponderEliminarVem aí uma outra Europa
Que será mais pequenina
Mas Portugal não se poupa
E é já grande a adrenalina
Por ao clube poder pertencer
E para que nada possa falhar
Na hora disso acontecer
Há uma comissão a trabalhar
Que um estudo vai produzir
Não interessa a conclusão
Pois soubemos de antemão
Angela e Nicolas estão sorrir
Com a garrafa de licor na mão
O que nos facilitará a adesão.
Prof Eta
Essa megalamonia
EliminarQue esses "manhosos" ostentam
Há-de transformar-se um dia
Naquilo que mais lamentam!
Vão-se armando em tiranetes
Mas, destruindo esta Europa,
Estarão a fazer mais fretes
Pr´a quem der mais ouro em troca...
Bebam pois, de uma vez só,
A garrafa toda inteira
Pois por mais que depois chorem
Muitosmais não terão dó
Dessa sua bebedeira!
E depois... que se devorem!
Abraço, Poeta! Estou a cair de sono... levo-lhe os sonetilhos amanhã!
“E agora?”
ResponderEliminarO Seguro demonstrou
E o Coelho não aceitou
Pobre povo amochou
Estado social tudo levou
Muito afilhado se safou
Agora a nau afundou
Para o peditório eu dou
O monstro já m’enrolou
Tudo o que havia gastou
À troika nos amarrou
Democracia já secou
A ditadura regressou
Economia assim ditou
E agora pr’a onde vou?
Prof Eta
Poeta, peço mil desculpas! Ontem, quando ia responder, já estava quase a dormir e, ainda por cima, com febre. Agora está mesmo na hora do almoço. Se a D. Isa não for ao hospital, eu ainda lhe tento responder hoje.
EliminarUm enorme abraço!
Terá sempre as costas largas
EliminarO nosso Estado Social
E aguenta todas as cargas
Quando convém dizer mal...
Portugueses, acordai!
Que ninguém fique a dormir
Porque o capital só trai
Quem não souber reagir!
Se houver que haver ditadura
Quero dela a voz mais pura
Deste povo que produz
Se uma luta não bastar
Venha um`outra prolongar
Nosso futuro de luz!
Desculpe, Poeta. Só agora, e não muito bem, consigo responder-lhe. Tentarei levar-lhe, hoje, todos os sonetilhos.
Abraço grande!
“Pão e circo”
ResponderEliminarEstá em marcha a revolução
Esta é contra o cidadão
Quem sobrará então
A toda esta destruição
Os mais fortes sobreviverão
Será como Esparta a situação
Crivo natural de selecção
Isento de qualquer protecção
Volta-se atrás sem oposição
Pr’a se dar nova progressão
Que te leva à boca do leão
Será a nova romanização
Terás grátis circo e pão
Em troca da humilhação.
Isto é só uma invasão,
EliminarUm retrocesso geral...
Diremos sempre que não
Ao que impõe o capital!!!
Até já, espero eu...
Eu nada disso hei-de ter
EliminarPorque prefiro morrer
A ter de ver as novelas
E as banalidades delas
Que me enjoam, só de olhar...
Antes morrer a lutar!
Para humilhação... já chega!
Se esta vida assim me nega
O direito de ser eu,
Se me torna Prometeu
E me amarra a um penhasco...
Não a quero, tenho-lhe asco!
Antes quererei morrer
Que submeter-me ao" poder"... :)
E olhe que brinquei muito, mas disse a verdade-verdadinha! Até já!
Lindíssimo, como sempre Maria!
ResponderEliminarE dá bastante que pensar :)
Tenho andado um pouco desactualizada do teu blog, assim que tiver um tempinho tenho que me por ao corrente do que postas-te para trás :D
Olá, Paper! Até eu ando desactualizada do meu blog... tenho tido muitas deslocações e muito cansaço em consequência delas. Tenho as caixas de correio cheias e penso que tão cedo não consigo por as coisas em dia...
EliminarUm abraço grande para ti!
“Mundo sem alma”
ResponderEliminarTudo pode ser invertido
Neste mundo virtual
E até já foi assumido
Será esse o mundo real
Que o real é consumido
A uma velocidade tal
Em breve o destino fatal
Deixará este desprevenido
Futuro mundo será binário
Constituído por memórias
Que não serão d’encantar
E quem disser o contrário
Anda a ler outras estórias
Nesta a alma não terá lugar.
Este mundo virtual
EliminarSó tem o significado
Que este lhe der do real...
Por si só não tem legado.
Essa ideia muito antiga
De um mundo de maquinetas
Só serve àquele que prediga
O futuro... em grandes tretas.
Mas há que ter mil cuidados
Porque homens de carne e osso
Podem querer hegemonia
Destes mundos inventados
Espremendo até ao caroço
O povo que os repudia...
Espero que tenha ficado clara a minha ideia sobre tudo o que pode advir da utilização destas ferramentas por elites. Por isso me parece tão importante que TODOS possam - e devam! - ter acesso a estas novas tecnologias. Não devemos deixar que elas se tornem da utilização exclusiva de alguns grupos privilegiados, sob pena de sermos - e, aqui, falo enquanto elemento da população em geral, não enquanto poeta - manipulados e excluídos muito mais facilmente do que nunca!
Conforme já afirmei, as "novas" tecnologias potenciam todas as capacidades do ser humano... para o bem e para o mal. Se os melhores de nós se demitirem da sua responsabilidade neste novo mundo, temo bem que ele penda no sentido da sua própria opressão. Aqui não há grandes fantasias. Será assim mesmo, dependendo da nossa capacidade de, acima de tudo, comunicar, resistir e informar online.
Abraço grande!!!
“Entrega”
ResponderEliminarSe ao lado de um grande
Te sentes grande também
A sua grandeza provém
Duma alma que se expande
Se um grande a teu lado
Te faz sentir pequenino
Certamente o seu destino
É nunca mais ser lembrado
Só é grande mesmo grande
Quem se conseguir impôr
À luz duma lei universal
Obedecerás sem que mande
Se essa for a lei do amor
Se esse fôr pequeno afinal.
Cansada de estar cansada
EliminarSó lhe poderei dizer
Que prevejo um "quase nada"
Do que está pr`acontecer
É bem possível, não nego,
Que a obra seja esquecida
Que surja um futuro cego
Nesta luta pela vida
Mas quem nasce pr`a escrever
Fá-lo com tal qualidade
Que só loucos não verão
E, ao que há-de acontecer,
Ninguém conhece a vontade,
Nem sabe se sim, se não...
Já falei com a nossa amiga, Poeta. Deixemos que ela volte, uma vez que, agora, não será possível.
Abraço grande!
“Independence day”
ResponderEliminarPela invasão Troikista
Acaba de ser decretado
Terminem com o feriado
Que celebra a conquista
Do Portugal independente
Passa a ser protectorado
Até que esteja terminado
O pagamento deprimente
Que esmaga a vida da gente
Pela independência lutar
É de novo o nosso fado
Para expulsar o ocupante
Que pela janela há-de voar
Voará ou acabará estatelado.
Prof Eta
Poeta, este pagamento
EliminarNunca estará terminado
E basta estar mais atento
Pr`a ver que não há condado...
Só o povo - mais ninguém! -
Poderá mudar o rumo
Que a este país convém,
Antes que, desfeito em fumo,
Desapareça de todo!
Antes que o capitalismo,
Na sua ferocidade,
Espalhe o país nesse lodo
Do tal totalitarismo
Que impõe à nossa vontade!
Abraço grande, Poeta!
“São brisas”
ResponderEliminarVem do Atlântico a brisa
Que vai dar-nos de comer
Que faz as plantas crescer
O nosso Presidente frisa
Sem dúvida sabias palavras
Palavras leva-as o vento
São novas a cada momento
Por isso nos enganavas
Quando ainda governavas
E com milhões nos regavas
Para acabar com a produção
Por ser essa a imposição
De uma Europa renovada
E qu’afinal não valia nada.
Prof Eta
Olá, Poeta! :) Hoje a net está num daqueles "moody days" e vai-se abaixo a cada minuto... ou menos...
EliminarVou tentar responder mas não prometo nada... só me parece que o nosso Presidente está cada vez mais inspirado pelo bucolismo e pelo mar... qualquer dia temo-lo aqui, a poetar connosco...
Ele que venha, será bem recebido.
EliminarNão ouvi essa entrevista
EliminarMas brevemente ouvirei,
Nas palavras de um artista,
Aquilo qu`inda não sei...
Neste momento confuso
Todo em estórias mal contadas
Brindo, com água do Luso,
A todos os camaradas!
A todo e qualquer momento
Pode a luta rebentar
De uma forma mais sensível
E eu não estarei em S. Bento
Pr`a poder participar
Ou pr`a torná-la possível!
Abraço grande!
Brindas com água do luso
EliminarEu com aguardente velha
Bebo até ficar confuso
Será um deus nos valha
Os camaradas não sei
Com que hão-de brindar
Por isso não lhes direi
Não estou cá pr’a opinar
E se a luta rebentar
Em S.Bento também
Vão sem a minha pessoa
Estarei a alambazar
Uns pastéis de belém
É uma iguaria bem boa.
:))) !
EliminarDesculpe, Poeta! Ontem acabei por deixar as respostas a meio e agora não tenho tempo senão para tentar esvaziar um bocadinho a caixa do correio que está a abarrotar de emails que nunca pude ler... mas eu volto! Adorei esta sua resposta rápida!
Não tenho a menor dúvida disso, Poeta! :)
EliminarFalta só um degrauzinho
Eliminar-... e é tão longe e custa tanto! -
Para entrarmos no caminho
Que nos traz novo acalanto...
Percebi que não está cá
Pr`a me dar opiniões,
Nem eu lhas peço pois já
Fui tomando decisões;
Decidi nunca parar
De dizer tudo o que sinto
(ou, então, ficar calada...)
Por isso este poetar,
Para mim que nunca minto,
Pode ser como uma escada...
Até já, Poeta! Abraço grande!
“The end of the world”
ResponderEliminarAcabem com os feriados
E também com afilhados
Acabem com o subsídio
Quem rouba pr’ó presídio
Acabem com a felicidade
Promovam a austeridade
Acabem com os direitos
Se reclamarem estão feitos
Mercado deve ser venerado
Tudo o resto incendiado
Deve ser deus a economia
Ser humano é uma epidemia
Promovam a grande guerra
Acabem com a vida na terra.
Pl`o andar da carruagem,
EliminarSe ninguém lhe põe travão,
É num fascismo selvagem
Que nos impõe escravidão
Que acabaremos a viagem
Desta humana condição...
Mas esta nossa coragem
Sempre lhe dirá que não!!!
Sou emotiva demais
Nesta coisa dos mercados
E do grande capital...
Detesto, em termos gerais,
Tantos jogos inventados
Em prol do "poder total"!
Desculpe-me, Poeta! Estou a cair de sono e vou, apenas, levar-lhe este sonetilho... já não devo conseguir fazer outro hoje... a não ser que saia mesmo a dormir :))
Abraço grande!
SONETILHO
ResponderEliminarInspirado por outro do Pedro
INDEPENDENCE NOW
Andaram os conjurados
Pelo Paço, numa fona,
Aprisionaram a Matrona
E nós hoje?! Esconjurados.
Estamos aprisionados
Pela dívida glutona
Que os gulosos, dos mercados
Saboreiam de poltrona.
Regressámos ao começo,
Pl´a malvada amordaçados,
Vendendo, hoje, a bom preço
O que lhes cheire a quilates
E comprando, aos malvados,
Os melões e os tomates.
Eduardo
Boa noite, amigo Eduardo!
EliminarDisse ao seu Pedro que estava meia a dormir - e estou! - mas vou tentar deixar-lhe uns versozinhos!
Temos, em nós, a vontade
Que ninguém pode quebrar
De alcançar a Liberdade
Mesmo tendo que lutar!
Tarde ou cedo, anularemos
Vergonhas, medos, torpores,
E, das forças que não temos,
Germinarão novas flores!
Tarde ou cedo, há-de ser tempo
Do tempo nos despertar
Impulsos de um novo alento
E, muito embora nos creiam
Sempre prontos a vergar...
Seremos quem mais receiam!
Uma muito boa noite e um abraço para si e esposa!
Maria João
“Pastéis de S.Bento”
ResponderEliminarBrindas com água do luso
Eu com aguardente velha
Bebo até ficar confuso
Será um deus nos valha
Os camaradas não sei
Com que hão-de brindar
Por isso não lhes direi
Não estou cá pr’a opinar
E se a luta rebentar
Em S.Bento também
Vão sem a minha pessoa
Estarei a alambazar
Uns pastéis de belém
É uma iguaria bem boa.
Prof Eta
Aqui fica novamente para se quiser transportar a resposta para o meu blog.
Vai já, Poeta!
Eliminar“Ich bin ein Berliner”
ResponderEliminarSou natural de Berlim
E um alemão de gema
A Ângela cá para mim
É nossa primeira-dama
Façam todos como eu
E reneguem a nação
Que para seres europeu
Terás que ser alemão
Berlim é a nossa capital
Decisões são no Reichstag
Temos que emendar a mão
Decidam bem ou decidam mal
Quem manda é o Bundestag
Ninguém pode dizer que não.
Ich bin kein berliner...
EliminarE eu, natural de Oeiras,
Quero ficar como sou...
Posso até dizer asneiras
Mas com a Merkel, não estou...
Conheço a simbologia
E o alcance dessa frase
Mas mantenho o que dizia
Mesmo que Berlim me arrase...
Às vezes, quando há dinheiro,
Num café muito pertinho,
Como bolas de Berlim
E relembro, o tempo inteiro,
Um país quase vizinho
Que perdeu a guerra assim...
Pronto, Poeta. Tão cedo não voltarei a comer bolas de Berlim mas ainda guardo a memória da última que me serviu de pequeno-almoço, almoço e jantar...
Abraço grande e até já!
Tive de ir ao Face, a uma página colectiva que se chama EU VIVO ABAIXO DAS MINHAS POSSIBILIDADES, deixar a minha resposta a este seu sonetilho, Poeta. Acho que aquele artigo estava mesmo a pedir o "Ich bin kein Berliner"...
EliminarSe puder, ainda lhe respondo hoje ao último.Ainda não o li mas sei que já lá está pelo número de comentários.
Abraço grande!
“Produto interno turvo”
ResponderEliminarProduto interno bruto
É bruto por natureza
Se não aumenta o produto
Afogamo-nos em despesa
Quem gasta sem produzir
Um dia vai-se afundar
Melhores dias hão-de vir?
Eu não o posso afirmar
Mas a alguém ouvi dizer
Que daqui por vinte anos
Vamos estar para as curvas
E há quem consiga antever
Os navegadores lusitanos
A navegar em águas turvas.
Prof Eta
Tão estranho produto interno,
EliminarSeja bruto, ou delicado,
Está a gerar um inferno
Neste país naufragado...
Eu também ouvi dizer
Que este euro está de saúde
E que o demais se há-de ver
Se mudarmos de atitude...
Mas pedir aos portugueses
Que sobrevivam do nada
Vivendo pior que cães
É próprio de alguns burgueses
De barriga consolada
E está bem pr`ós... alemães!
Parece que fiquei com saudades da minha última bola de Berlim... este saiu sem eu dar por ele... :))
Até já, Poeta!
“Alma, céu e mar”
ResponderEliminarNavegar é preciso
Disse um dia o poeta
Mas para ser conciso
Vejo navegadores da treta
Falou também do sal
Da alma, do céu e do mar
Mas não conheceu Portugal
Que agora está a chegar
Vou fingir que não sinto
A dor que estou a sentir
Vou dizer que não minto
Cada vez que vos mentir
E aquilo que pressinto
Não o estou a pressentir.
Já o li e não consigo deixar de lhe tentar responder...
EliminarNão sei se os navegadores
Já perderam a vontade,
Ou se perderam nas flores
Dos jardins da Liberdade...
Só sei que alguns estão por cá
E que outros estão a acordar
De um sono que custará
Mais que o que possam sonhar...
Os seus versos comoveram
Este meu lado mais "duro"
E até tristeza trouxeram
À convicção que me anima
Do meu sonho, sempre puro
Como um sonho de menina...
Não consegui esperar por amanhã... abraço grande!
Nada sou para merecer tanta dedicação, mas fico grato por estar a acontecer e também pelas magníficas respostas.
EliminarAbraço grande! :)
Eliminar“A bomba”
ResponderEliminarO ex-ministro da mota
Também da solidariedade
Já fez engrossar a frota
E engrossou sua vaidade
Diz que assim se poupa
Pois já havia um contrato
Feito pela anterior tropa
Residente no largo do rato
Portugal tem estas tropas
Vão alternando no poder
Não têm culpa da situação
Pois vê lá se me topas
A culpa do que acontecer
É sempre do anterior pelotão.
Prof Eta
Tes bombes, M. Sarkozy...
EliminarDis-moi, mon cher Sarkozy,
O que é que andas a tramar?
A Merkel trama-te a ti
Quando de nós se fartar!
De tudo o que sei de ti,
O melhor será calar...
Não te quereria aqui
Nem sequer pr`a poetar!
Vai é tomando cuidado
Com as centrais nucleares
Que deixaste ao Deus-dará
Não fique tudo "encharcado"
- solos, subsolos e mares -
Das "bombas" que tens por lá!
Poeta, este é directamente para o senhor Sarkozy :) Espere... acabo de ouvir o nosso ministro da saúde a fazer uma promessa! Caramba! Mais uma promessa para nos adormecer enquanto "o pau vai e vem" e nós tentamos "folgar as costas"...
Não ligue, estou a exceder-me... deve ser porque estou a ficar cheia de febre. Apanhei uma "carraspana" em cima de outra que já estava meia curada...
Abraço grande!
“Almoço no Eliseu”
ResponderEliminarHaverá hoje uma decisão
Em Paris à hora do almoço
Sobre o futuro da união
E tomada sem alvoroço
Com apenas dois a decidir
De Merkosi já apelidados
Sinais dos tempos a vir
Os outros são amputados
É uma cabeça a mandar
Ai de quem não obedecer
Terá ordem de expulsão
Por isso devem repensar
É melhor ao clube pertencer
Ou então pedir a rescisão?
Quer ver que até vão abrir
EliminarNovos fornos crematórios?!
Será que nos vão punir
Roubando-nos acessórios?
Castigar-nos mais ainda?
[Estou mesmo agora a ouvir
Que a saúde se nos finda...
Eis a Alemanha a servir
Mais uma vez, de modelo...
"Sobe a taxa, baixa o preço,
Dá a pata e mostra o pêlo"]
Isto está tudo ao contrário
E eu, agora, até mereço
Ir mas é ao... veterinário!!!
Tenho andado muito calada em relação a todos os erros médicos que foram cometidos comigo e com familiares meus... estes fulanos estão a brincar com o fogo e nem percebem que ele queima mesmo. Agora só querem deixar ir a uma urgência hospitalar quem for referenciado por médico de família ou pela linha de saúde 24... bem, eu nem falo muito mais porque corro o risco de dizer verdades que poderiam nem ser entendidas. Se eu tivesse telefone fixo telefonava para a saúde 24, dizia que tinha SAAFS, que estava com febre, sibilos, ralas e dispneia de tiragem... mas não interessa. Já tive excelentes e péssimos atendimentos através do 112... um dia ainda lhe tento explicar o que me fizeram na última vez que tive uma oclusão intestinal.
Isto de estar a ouvir o prós e contras e a escrever poesia... não dá! Ou dá nisto... :)
Abraço grande!