O PREÇO II
Eu pago qualquer preço, a qualquer hora,
Qualquer tempo de vida ou qualquer dor
Se, nestes meus sonetos, puder pôr
Metade do que estou sentindo agora
E se for conseguindo, vida fora,
Escrevê-los cada vez com mais ardor,
Hei-de pagar por eles seja o que for
Sem me queixar dos custos da penhora…
Se um dia fraquejar, se este contrato,
Rigoroso e levado ao preço exacto,
Não for cumprido, como deixo escrito,
Não será por ficar-me mais barato
Um poema qualquer que, sendo ingrato,
Vos possa desmentir quanto foi dito…
Maria João Brito de Sousa – 17.03.2012 – 20.52h
ResponderEliminariiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
nem sei que dizer ou escrever
de tão sentido
uma mulher sabe transparecer....
é por estas e outras
que digo pra mim
não sou poeta
só um sem fim...de cada dia.
belo fim de semana M.João
xoxo da Covilhã
Obrigada, Poeta II! Posso chamar assim, não posso?
EliminarUm beijinho daqui, do estuário do Tejo! :)
EliminarAmiga Maria João de Sousa
ResponderEliminarTenho estado por Alcácer e ontem, quando regressei não tinha contactos, nem telefónicos, nem internet e tampouco TV. Hoje ainda estou sem telefone e o resto vai aparecendo com intermitências. Vamos ver se este intervalo dá para lhe enviar a última peça da revisão do processo da bicharada em que procuro redimir a raposa em detrimento da cegonha, ave de que muito gosto, mas que sempre achei de porte demasiado altivo.
Espero que cedo se vá sentindo melhor das suas maleitas. Com muita amizade um abraço meu e outro de minha esposa
Eduardo
A raposa e a cegonha
Quando a dona raposa
Que tem fama de manhosa
Resolveu oferecer
À cegonha maternal
Umas papas aguadas
Em vasilhas achatadas,
Não pensou em a ofender…
Aquilo, nem foi por mal!
Foi até para estrear
O seu serviço de lata
Brilhante e nada barata
Que comprou ao latoeiro
Que havia lá no lugar
E lhe custou bom dinheiro…
Chamava-se o artesão
Creio eu, camaleão.
Mas a cegonha emproada
Ficou muito amofinada,
Quem houvera de dizer…
Por não ter melhor colher
Que o seu bico afunilado
Para aquele cozinhado
E, em título de caixa alta,
Proclamou dona pernalta:
Faria igual iguaria
(falta de imaginação…)
Que ao jantar serviria
À raposa em refeição
Numa grande almotolia
Onde o seu bico cabia
E onde a língua espalmada
Da outra, não dava entrada.
Assim, incompreendida
E dizendo mal da vida
Levantou-se, então, da mesa
De barriguinha vazia
A raposa enganada
Cabisbaixa e amuada
Lastimando a gentileza
Que afinal nem merecia
Eduardo
Muito gosto eu deste seu Fabulário, meu amigo Eduardo!
EliminarLamento que tenha estado sem acesso à net, TV e telefone mas, pelos vistos, não perdeu tempo e entrou pelo seu Fabulário dentro com todo o sucesso!
Hoje perdi-me um pouco no tempo, enquanto andava pelo Facebook, e só me lembrei de vir à caixa de correio quando os olhos já se me fechavam de sono... não conseguirei responder ao seu Pedro... consegui, apenas, ler o seu poema com toda a atenção e, neste momento, já estou a cabecear outra vez... mas hei-de responder-lhe amanhã!
Muito obrigada e um enorme abraço para si e sua esposa!
M. João
Hoje passei o dia no campo com os miúdos e aprendi isto para partilhar aqui no chá.
ResponderEliminarAinda bebo o cházinho :) mas já não consigo responder aos sonetilhos... perdi-me a ler algumas coisas no Face e estou quase, quase a dormir em pé... acho que o que me vai mantendo mais acordada são mesmo as dores... mas, adiante! O chá espera-nos! :)
Eliminar“Vida ou não vida”
ResponderEliminarAgora sinto-me nascer
A meio da caminhada
Outros nascem ao morrer
Vida essa desperdiçada
Que a vida não é viver
Não à vida amordaçada
É estar livre p’ra crescer
E de amarras liberada
Todos os dias crescemos
Na crença e na humildade
Se por acaso nascemos
Por nossa livre vontade
Se não já sabes morremos
Sem ter vivido de verdade.
Estou a ver se ainda arranjo
EliminarCoragem pr`a responder
Quando em bocejos me esbanjo
E mal consigo escrever...
Não duvido um só minuto
Do que acaba de afirmar
Sobre a liberdade-fruto
Que havemos de conquistar
Nem aceito que a mordaça
Venha calar tantas bocas,
Nem tantos olhos, a venda
Por pouquinho que aqui faça
Já larguei fusos e rocas
Em troca de quem me entenda!
Ainda saiu, Poeta! :) Mas agora é que já não aguento mais... beijinho!
OS CANTONEIROS
ResponderEliminarHavia os cantoneiros
P´ra remendar a estrada.
Como não faziam nada,
diziam os enfermeiros
Que p´ra curar as maleitas
De um hospital inteiro
Só com umas mesinhas feitas
Com suor de cantoneiro.
Cantoneiros já não há,
Mas topam-se a cada canto
Buracos que temos por cá.
E o remédio apocalíptico
Para mal, tanto…tanto…
É o suor de político.
Eduardo
Olá, meu amigo Eduardo!
EliminarNão há quem conte os buracos
De tantos, tantos que são
E ao povo, feito em cacos,
Só resta dizer que não...
Mil buracos na saúde,
Mil outros no próprio ensino
E cada buraco ilude
Quem quer a paz por destino...
Talvez o nosso governo
Nos tapasse alguns, sem fundo,
Com seu próprio "corpo interno"
Mas não vejo que assim seja...
Tanto buraco no mundo
Sem haver quem nos proteja!
Acabo de ligar a televisão e encontro-me diante de um autêntico filme de terror! As coisas parecem enegrecer de dia para dia...
Obrigada e um abraço grande! :)
“País ensarilhado”
ResponderEliminarO nosso país vai parar
Se é que não estava parado
Fiz um esforço p’ra lembrar
Quando é que teria andado
Lembrei-me de o ver andar
Mas para trás ou de lado
E nunca para reconfortar
Um cidadão desesperado
Uma pátria que não cuida
Não merece ser cuidada
Não merece tanto filho
E sem uma receita fluida
Vai mesmo ficar parada
À mercê de qualquer sarilho.
Prof Eta
Ah, mas ele andar, andou
EliminarEra o Poeta um menino
Mas logo alguém lhe lhe roubou
Seu novíssimo destino...
Esta crise fabricada
Pelo grande capital
É que nos não leva a nada
Senão ao logro total
Nunca fui de desistências
E serei, até morrer,
Uma das que não se rendem
Lutando contra evidências
E sempre contra o poder
Sem deixar que outros me emendem :))
E agora ri-me porque este último verso é, no mínimo, irónico e escapou-me sem eu dar por ele... no que toca às minhas convicções, não quero mesmo que me emendem, é verdade... mas no meu trabalho - tudo o que posso fazer é isto... - até nem me importo nada.
Abraço grande!
“Não a mates”
ResponderEliminarVejo utopia ali ao longe
Impulsiona-me o caminhar
Fixa-se lá no horizonte
Mas não se deixa alcançar
Mais dez passos eu avanço
Utopia dez passos recua
Se não paras não te alcanço
Mas que utopia é a tua?
Nunca se alcança a utopia
Por isso nunca iremos parar
Por ela o mundo pula e avança
Imagina que a abraças um dia
Não há mais caminho pr’andar
Acabaste de matar a esperança.
Eu subscrevo o que aqui diz
Eliminar- conheço bem o conceito -
Mas quantas coisas não fiz
Por um soneto perfeito...
Utopia é combustível
Dos sonhos que houver em nós
E o conceito é transmissível
Porque vai de voz em voz...
Mundos por dentro do mundo?
Talvez fosse sempre assim
Que caminhou quem, nascendo,
Levou seu sonho profundo
Até chegar ao seu fim
E depois... depois só vendo! :)
Abraço grande, Poeta!
O amigo Anjo da Esquina - eu chamo-lhe Poeta II - não deixou nada por aqui... vou ter de procurar no blog da Maria Luísa...
Este chá não tem comparticipação.
ResponderEliminar:)) Se tivesse, eu não ia...
EliminarBjo!
ResponderEliminarNão gostei do "in extremis"....porque foi?
Éstás melhor?
Eu já vou saindo e sinto-me melhor, mas com umas dorzitas nas costas....deve ser mesmo assim. Amanhã devo ir ao médico, se ele me puder atender.como tens visto ando numa azáfama com as fotografias da Primavera! E como vais, responde! Beijinhos!
Ligeirinha :D
EliminarJá vi algumas das tuas fotos! Estás linda em todas!
Olha, eu tenho "dorzonas" e mal consigo andar. O "in extremis" já estava nas minhas tags e eu utilizei-o porque o publiquei quase sem poder fazê-lo... agora faço tudo - quase nada... - "quase sem poder"...
Tenho uma credencial para consulta no hospital ortopédico de Sant`ana... se perder a isenção, não vou. Nem vale a pena. Mas ainda não marquei. O lado esquerdo está todo muito adormecido... mas dói-me.
Um grande beijinho para ti!
“Eleito”
ResponderEliminarTimor já está a votar
Tem tudo para dar certo
Um candidato irá ganhar
Há-de ser o mais esperto
Dos espertos é a política
Esses sabem-se amanhar
Esta situação é verídica
Não preciso de explicar
Seja aqui ou em Timor
Riqueza é mal distribuída
Nunca em prol do povo
Que suporta o dissabor
De uma saga mal parida
Onde elege um aborto novo.
Prof Eta
A verdade verdadeira
EliminarÉ que eu estou muito isolada
E em vez de dizer asneira,
Prefiro nem dizer nada...
Cheguei aqui e parei
Porque, estando confundida,
Já não sei, sequer, se sei
Dar um rumo à minha vida...
Mas não perdi toda a esperança!
Talvez volte a vislumbrar
Um nada do "jogo" inteiro
Para já, tudo me cansa,
Só penso em ir-me deitar
- não sem me despir primeiro... -
Foi o que me saiu de momento, Poeta... e não é mentira nenhuma porque me bastaram alguns dias menos bem - e continuo... - para nem sequer ter sido capaz de estar atenta aos noticiários...
Abraço grande!
Eu acredito neste chá.
ResponderEliminarJá lá estive, Poeta e descobri que as minhas associações mentais ainda são muito imaginativas... :)
Eliminar“Sociedade demente”
ResponderEliminarMinh’alma anda perdida
Errante no meio de nada
Até um pouco estarrecida
Com a nossa caminhada
Enquanto sociedade doente
Que teima em não ser tratada
E em breve estará demente
Ou já está e não disse nada
Creio que já o juízo perdeu
Arrastando-nos para o abismo
Da total ausência de valores
Quem pode do outro se valeu
E com enorme dose de cinismo
Formou sociedade de horrores.
É verdade que os valores
EliminarEstão longe do que já foram
Que até se fazem favores
Aos muitos que nos devoram
Mas não sei se aposto tudo
Na mudança inevitável...
Com promessas, não me iludo
E o que sinto, é variável...
Nunca fui conservadora,
Mas há mil coisas que prezo
E pretendo conservar
Porque se o aceito agora,
Não votarei ao desprezo
O que pude e soube amar...
Mais um meio coxinho, Poeta...
Abraço grande!
E se eu não poetizar
ResponderEliminarSerá que por aqui me vai encontrar?
Estou como uma preguiça
que me enguiça...
Pode-me perdoar?
Não vou mesmo poetizar...
Foi o melhor que consegui, uma rimas baratas, sem graça e chochas... que vergonha :(
Tenho a cabeça oca, até se ouve o ressoar dos neurónios a tentar pegar!
Beijinho e uma boa semana
:))) !
EliminarTambém a minha cabeça
Parece estar a estoirar
Mas sem ter nenhuma pressa
Que isto está para durar...
Quem me dera que passasse
Este "emperranço" geral
E que esta dor se amansasse
Sem me fazer muito mal...
Mas vou já, no mesmo instante
Em que acabe de escrever
Estas rimas sem sentido
Afinal não estás distante...
Eu é que me devo ter
Distanciado ou esquecido...
Desculpa-me por não te ter visitado, Golimix!
Eu, muitas vezes, penso ir aqui ou ali e, de repente, surge qualquer coisinha - mais um comment ou uma mensagem de alguém - e esqueço-me completamente! Sei que não é desculpa que se apresente a ninguém, mas é a verdade... vou já!
Olá! vim procurar coberturas de Cup Cakes e dei uma espreita no mail...
EliminarNão precisa de me ir visitar sempre =)
Eu bem sei que às vezes queremos fazer tudo, mas somos finitas.
Vai quando puder e eu tenho muito gosto em ter estas conversetas ou aqui, ou lá, ou no mail
Beijinho GRANDE
:) Eu fiquei de consciência pesada, Golimix, quando te vi a poetar e tudo... fui uma exagerada quando mudei o link para "poete também!"... e tenho sido exagerada em imaginar que conseguiria estar em tantos sítios ao mesmo tempo...
EliminarGosto dos cupcakes mas, nesta altura da minha vida, até fujo de ver coisas que me falem de comida. Eu nunca tenho os ingredientes e as receitas, nos blogs, abrem -me o apetite :)) Também já não conseguiria estar de pé a cozinhar e, mesmo que conseguisse, só tenho um bico do fogão a funcionar... e muito, muito mal.
Beijinho GRANDE também para ti!
É... eu também sou dada a exageros! Como compreendo... =)
EliminarEu sou uma gulosa! Por causa da minha dor crónica também não consigo cozinhar como antigamente, mas sei orientar as mãos cá por casa e vou fazendo o que posso.
Já percebi que também tem um problema de saúde, parece que até no mundo virtual nos juntamos com quem temos mais afinidades e pontos em comum, é engraçado não é?
É verdade, Golimix! Desculpa, mais uma vez, por ter-me demorado, mas eu tinha mesmo de ir tomar o meu duche e... levo horas e horas para o fazer. Não é por hesitar ou ficar parada, é porque os membros já não respondem bem às ordens do cérebro. Mas não sabia que também tinhas dor crónica...
EliminarHoje o chá é um pouco injusto.
ResponderEliminarUm cházinho logo pela manhã! Vou já tomá-lo! :)
Eliminar“I have a dream”
ResponderEliminarHá quem não se preocupe
Há de tudo neste mundo
Há quem de nós se ocupe
E toque de modo profundo
Quem se ocupe do igual
Tenha um sonho associado
Não se assuste com o mal
Só o bem que está calado
Este sim é assustador
Pela ausência de sons
Forçada ausência de clamor
Ecoa silêncio ensurdecedor
Imenso silêncio dos bons
Que ao calar não mata a dor.
Não descalça nem segura,
EliminarNão deixei de matutar
Se a palavra está madura,
Se deva ainda esperar...
De volta dessa espiral,
Analisando o sentido,
Por enquanto fica mal
Dizer que tenha entendido...
Ou dizer que a aceito, assim,
Sem me debruçar sobre ela,
Sem ter razão que me assista
Pois pode bem ser que sim
Apesar de encontrar nela
Qualquer coisa que resista...
Um abraço grande??????? Estou cheia de pontos de interrogação e sem grandes condições para me concentrar...
A injustiça volta ao chá.
ResponderEliminarHummm... vou ver! :)
EliminarUM MUNDO SEM DIAS
ResponderEliminarDiscordo dos dias do dia
Seja do pai ou da mãe
Da criança e poesia
E do da mulher, também…
Penso que não se devia
Deixar de fora ninguém
E em vez do dia de alguém
Qualquer dia ser o dia
De toda a Humanidade
De vivos e inanimados
Em fraterna igualdade.
A deixar, deixava só
Dia dos sempre exaltados
Serem humilhados sem dó.
Eduardo
Agora, pelo menos, já vi que é seu, amigo Eduardo...
EliminarEu deixo essa humilhação
Completamente de lado
Se ela não cumpre a função
De ver o povo empossado
Pois, se há tanta exaltação
É porque o povo, zangado,
Traz, em si, toda a razão
De quem foi injustiçado...
E, quanto aos dias, confesso;
Não dispenso a Liberdade
Nos tais dias que a festejam!
É que, neles, até pareço
Renascer para a vontade
Dos que nela se revejam...
:) Pronto, meu amigo Eduardo! Aqui vai mais um, enquanto me aguento por aqui.
No dia da poesia
ResponderEliminarUm redil humano feroz
Protegido e vigiado
Faz-se ouvir, em alta voz
Em bramido desusado.
Pela ira empolgado
Não pode seguir a sós
Tem que ir encurralado
Pelo guardador atroz
Que o vigia bem atento
P´ra não matar nem ser morto.
E sem perder o alento
A turba de fera raça
Vai p´ra festa do desporto
Para ver se ganha a taça.
Eduardo
No dia da Poesia,
EliminarEstando com tal dor de dentes
Que nem escrever poderia,
Coloquei-me entre os ausentes...
Tudo aquilo que pedia
Nos meus clamores mais urgentes
Era uma paz que antevia
Bem longe de alguns utentes...
Diga-me lá, meu amigo,
Se eu poderia ter escrito,
Fosse o que fosse, a rimar?
Hoje, ainda "de castigo",
Dou o dito por não dito
E ouso a resposta vulgar...
Pronto, Poeta... este lá veio sem grandes dificuldades, "malgré" a dor de dentes. E tudo o resto, Poeta. Está tudo mal e não é só comigo...
Eu bem dizia que não estava bem, nem em estado de responder, amigo Eduardo... só agora reparo que este sonetilho é seu! E é tão fácil distinguir o seu ritmo métrico... enfim, acho que o meu nasceu logo do título, só pode ter sido assim...
EliminarObrigada e um abraço!
“Sinais vitais”
ResponderEliminarEsta errática humanidade
Em constante aceleração
Vai acabar em calamidade
Se não se puser um travão
Sempre mais quer possuir
Quando muitos não comem
Nem sequer sabe distribuir
É febre dos que consomem
Tempos houve passados
Em que existia solidariedade
Um dia lá regressaremos
P’la sinusóide empurrados
Só espero que não seja tarde
Ou p’la sinusóide morreremos.
Agora até tenho algum receio de começar a responder... para além de me ser muito difícil estar a teclar...
EliminarEntre aquilo que nos cabe,
Das maravilhas da vida,
Evitar que ela se acabe
É obrigação sabida!
Nesta crise estrutural
Do mundo capitalista
Surge o problema abissal
Da vida que se conquista
Seja o que for que aconteça,
Esteja ou não esteja por cá,
Fui fazendo o que podia
E não há quem me despeça
Deste estranho bê-a-bá
De ir escrevendo poesia... :)
Abraço, Poeta! :)
“Feita de avó”
ResponderEliminarA mulher feita de avó
Em Timor recordações
Recorda e não está só
Já que tem dois corações
Um coração de criança
Lá no seu bairro moldado
Fez crescer perseverança
O mundo é qualquer lado
Outro coração colorido
Que nós bem conhecemos
Onde passa fica esperança
Sentido de dever cumprido
Isso é certo e nós sabemos
Bebeu amor não se cansa.
Prof Eta
O mundo é onde estiveres;
EliminarSeja planície ou montanha
Será o que dele fizeres...
Quando a tua força ganha
Ponderando as variáveis,
Que hão-de surgir-te infinitas,
Terás forças sempre instáveis
Mesmo que nunca o admitas
Agora não escrevo mais
Porque a febre não convida
A nenhuma desgarrada
Estas condições gerais
Estão-me a dar cabo da vida
E eu já não tenho mais nada...
Desculpe, Poeta, mas isto piorou bastante e a net não está minimamente estável. Tê-la a funcionar, por um ou dois minutos, está-me a ser quase impossível. Abraço!