AINDA O MAR...
(Em decassílabo heróico)
Depois do mar, nasceu um mar ainda,
Que, a par desse primeiro, o transcendeu…
E a gaivota a sondar se havia céu
Que soubesse albergar maré tão linda…
Com ela, uma canção, muito bem-vinda,
Num cravo ocasional que alguém lhe deu,
A brotar de um fuzil que floresceu
Pr`a sugerir marés, se o mar se finda…
E… venham lá gaivotas, venham cravos,
Venham punhos erguidos, venham bravos,
Gritar-nos que a maré não foi esquecida!
Em ficando a maré comprometida,
Logo outra irromperá, jamais traída;
Somos filhos de Abril, sem reis nem escravos!
Maria João Brito de Sousa – 14.12.2012 – 21.17h
NOTA – Sendo certo que, no soneto clássico, a disposição dos versos rimados das duas estrofes finais é bem mais flexível do que nas restantes duas estrofes, permiti-me, no entanto, uma certa e talvez excessiva liberdade na rima final deste soneto em particular[CCD-DDC].
ResponderEliminarquem me dera escrever assim...
sem palavras
um xoxo de aqui dos calhaus
Um xoxo aqui das palmeiras
EliminarObrigada e uma feliz tarde, Anjo
Eliminarfeliz noite
Feliz e sossegada noite, Anjo!
Eliminar
Eliminare uma meiguice da minha parete
aos Quadrúpedes
Eu faço uma meiguice extra, Anjo!
Eliminar
ResponderEliminare prós Quadrúpedes também...
... os quadrúpedes já estavam prontinhos para dormir... eu é que ainda vim até aqui um bocadinho antes de me ir deitar...
EliminarFeliz noite
Eliminarbela noite de sossego
Noite feliz e serena, Anjo!
Eliminar“Duodécimos”
ResponderEliminarPortugal é uma migalha
No novo mundo global
Mas alimenta gentalha
Com uma pose doutoral
Que só aqui tem lugar
Com infinita sapiência
Se tiverem que emigrar
Acaba-se toda a ciência
Mas temos que os aturar
Com enorme paciência
Pactuar com decréscimos
Por nos andarem a pilhar
E com enorme eficiência
Ir vivendo em duodécimos.
Prof Eta
Poeta, estou sem um único duodécimo de inspiração... e muito sono... respondo-lhe amanhã, está bem?
EliminarAbraço grande!
Duodécimos serão
EliminarMas, sem electricidade,
Fiquei numa frustração,
Perdi toda a liberdade...
Mesmo em alheia avaria
Terei de pagar o preço
Do fusível e a franquia
Da vinda ao meu endereço...
Usaram mau material
Que em pouco tempo queimou
E deixou tudo... apagado
Fizeram tudo tão mal
E fui eu quem se "lixou"...
Isto, assim, está mesmo errado!
Um abraço, Poeta!
Foi o fusível externo - da escada - que se queimou... e eu terei de pagar por ele e pela deslocação, embora o problema tenha a ver com a má qualidade de um fusível que a EDP colocou não há muito tempo...
NATAL QUE SE REPETE
ResponderEliminarNas vésperas deste Natal
Que é sempre natividade
A estátua hirta, fatal
De costas para a cidade
Assiste ao golpe brutal
Que põe a nu a verdade
Que já vai sendo banal
No mundo da insanidade.
Em sofrimento profundo
Choram os olhos dos pais
Lágrimas de desespero,
Pensando, assim o espero,
Nos que em outros natais,
Mataram, os donos do mundo.
Eduardo
Elites, "donos do mundo",
EliminarSão todos uma só escória,
São peças dum jogo imundo
Que - espero! - não faça História
Nem um único segundo!
São germes de má memória,
Dum egoísmo profundo
Que destrói pois só quer glória!
Venha lá o que vier,
Sei que nunca passarão
Por quem os saiba enfrentar,
Mas há muito por fazer
E, esses, só desistirão
Quando os soubermos calar...
Obrigada e um grande abraço para si e Maria dos Anjos, amigo Eduardo!
Chá sem caos.
ResponderEliminarEstou sem electricidade... houve uma avaria qualquer e o piquete deve estar a caminho... a bateria também está no fim, Poeta
EliminarOlá Maria! :D
ResponderEliminarComo estás?
Já à muito tempo que falho em não te vir aqui visitar, mas, como sempre, continuas a escrever de maneira fantástica! Adorei o poema! Vou tentar, assim que arranjar outro tempinho, actualizar-me aqui no teu blog :)
Espero que estejas bem amiga :)
Beijinho*
Olá, Paper!
EliminarTambém não tenho tido tempo para te visitar, Paper... nem a ti, nem a ninguém... limito-me a responder ao nosso famoso Poeta Zarolho e a ir colocar-lhe os sonetilhos-resposta nos seus blogs e no da Maria Luísa...
Às vezes sinto que esta velocidade me compromete um pouco o tempo de criação dos poemas, sejam eles sonetos, redondilhas ou em verso branco...mas, mesmo assim, tenho publicado bastante...
Beijinho!
“Profecia”
ResponderEliminarOs profetas da desgraça
Cumprem a sua missão
E os ídolos da praça
Não são consolação
Já a morte anunciada
Crónica da nossa vida
Vai vivendo agastada
Por viela, rua, avenida
E a sombra do passado
Milenar, nosso estandarte
Ergue-se no alto do monte
Será futuro, rock ou fado
Pintura, poema, tudo arte
Perto, ao longe o horizonte.
Chamaram assim, chamaram,
EliminarA quem previu este quadro
Quando as coisas descambaram,
Ia a procissão no adro...
Pondo a nossa confiança
Nesta luta que travamos,
Permanece acesa a esperança
Contra a vontade dos amos...
Já ouvi dizer que a língua
Tem seu peso nos mercados...
Mal -e bem! - vai-se escrevendo!
Antes de morrer à míngua
Deixemos pr`aí espalhados
Quantos bens vamos perdendo...
Abraço grande, Poeta!
Afastou-se na ponte.
ResponderEliminar... e eu vou-me aproximar dela...
EliminarUm cházinho sem indiferença.
ResponderEliminarAí vou, Poeta!
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