SONETO MUITO SURREAL, SÓ PARA DESCONTRAIR... OU NEM POR ISSO...
(Em verso eneassilábico)
Trago a louca impudícia das horas
A tanger-me em violinos traídos
E a surpresa das aves canoras
Sobre arames farpados floridos,
Uso abismos sem fim como escoras
Dos mais altos castelos erguidos
Aos dilemas de amor das amoras,
Ou à dor de uns piratas vencidos!
Conquistei terra e mar aos meus medos,
Moldei estátuas nas chamas de velas,
Dediquei-me a aprender, dos penedos,
A dureza - o seu ponto mais forte... -
E, encontrando maleita, ou sequelas,
Proporciono, ora alívio, ora… morte!
Maria João Brito de Sousa – 26.11.2012 – 21.47h
IMAGEM - Tela de Oleg Shuplyak
Reformulado a 25.11.2015
métrícas "cifradas"...
ResponderEliminaruma grande tarde
que por aqui reina o nevoeiro e a chuva...
Ufa! Por aqui caiu um autêntico dilúvio, Anjo!
Eliminar... para não te falar outra vez da malvada da ligação que está boa para ir para uma qualquer lixeira virtual... eheheh... só de a imaginar numa lixeira virtual, já me sinto "vingada"...
Feliz noite para ti
pois...
Eliminarao bom de te sentir com humor
... a malvada caiu mais uma vez!!! E estava eu a dizer-te que, às vezes, até tenho um sentido de humor "tramado", mesmo que as circunstâncias não sejam as melhores... e também disse que iria aí, se ela me deixasse...
Eliminarum bom dia
Eliminare que a malvada rede se componha...
Isso queria eu, Anjo! Já reiniciei esta coisa mais de vinte vezes, só para te conseguir responder
EliminarEstou que era capaz de lhe morder... se pudesse...
Feliz dia para ti!
Eliminarfeliz noite
e penso que necessita um purgante
o teu PC
detectores maliciosos como dizem
não agravam mas chateiam...
uma feliz e bela noite
e aos adoptados
que se eu lá vou...
Chá trágico.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
Eliminar
ResponderEliminarQue sorte tivemos com o nosso dia!
Ontem estava um diluvio!
Vai ao Ligeirinha, quando puderes , obvio.
Sentes-te melhor?
Beijos
Vou já, Ligeirinha!
EliminarO "nosso" dia estava bem bonito... ontem, foi o dilúvio que se viu e hoje... parece-me que vem lá outro dilúvio!
A infecção não está debelada, de maneira nenhuma! E a ligação continua completamente louca... dá-me uns instantes online, mas cai logo a seguir. Vou aí!
“Mau estado”
ResponderEliminarO governa é soberano
É deixá-los governar
Depois ao cair do pano
Vamos de novo votar
Após essa votação
Matilha volt’atacar
E fica-nos a impressão
De que nada irá mudar
Há o estado de graça
Mas tem que se pagar
Há o estado de desgraça
Que estamos a suportar
E isto tudo não passa
Estado e povo vão ficar.
Prof Eta
Jamais, em Democracia,
EliminarVi governo tão tirano!
O Poeta é que elogia
Ao chamar-lhe... soberano!
Querer fazer tudo num dia...
Isso não! Talvez num ano,
Se a coisa se propicia,
Se vá embora, o magano...
Isto de "ter rede à solta"
Sabe sempre muito bem
Porque ela, volta não volta,
Fica-se a portar tão mal
Que mais parece que tem
Dores de antena... ou de sinal...
Abraço grande, Poeta!
Buika na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarPara o amigo Fernando Máximo que me convidou para o jantar de Natal da ACA
ResponderEliminarAssociação Cultural dos Amigos de Avis
POR MOR DA AUSTERIDADE
Para o Jantar da ACA
Este Natal, em Avis
Eu iria até de maca
E, ainda assim, bem feliz…
Mas um ministro aprendiz
Que anda a ver se tudo ensaca
Marcou com sua matriz
A minha pobre burjaca.
Acreditai, não vos minto,
Com tanta austeridade
Já apertei tanto o cinto
Que a barriga, de encolher
Fez-me perder a vontade
De beber e de comer
Eduardo
EliminarAlargue um pouco esse atilho
Que traz posto na cintura!
Dê folga a esse empecilho,
Vai ver que logo se cura!
Leve consigo o seu filho,
Que é valor que sempre dura,
E, pr`a não haver sarilho,
Jogue fora essa atadura
Que lhe impôs austeridade
A ponto de lhe roubar
A fominha que o invade!
Vá à festa e jante bem
Que sem cinto pr`apertar
Logo a vontade lhe vem!
Que delicia de sonetilho, amigo Eduardo!
Eheheh... gostei imenso! Estou para aqui meia derreada porque tive de ir buscar areias para os gatos, mas o seu poema pôs-me logo a sorrir! Obrigada!
Grande abraço para si e Maria dos Anjos!
Chá e não cão.
ResponderEliminarChá não cão? Tenho de ver isso!
Eliminarum belo dia jovial de preferencia
ResponderEliminarAté começou a fazer solzinho, Anjo!
EliminarFeliz dia!
uma sossegada noite
EliminarNoite sossegada, Anjo!
Eliminar
Eliminarum bom dia de sol
e alegria...
Um feliz dia de sol também para ti, Anjo!
Eliminarfeliz noite pra ti também
EliminarFeliz noite, Anjo!
Eliminar“Pesadelo”
ResponderEliminarVendedor de sonhos faliu
Na sociedade sem coração
Nunca mais ninguém o viu
Já não ganhava para o pão
Todo o sonho sucumbiu
Já não há lugar à emoção
E o homem se incumbiu
De ser homem papelão
Sem coração e sem alma
Vai criando uma sociedade
De crise e de austeridade
Onde troca doses de calma
Por doses de ansiedade
Matou sonho e liberdade.
"Homem" é pequeno ainda...
EliminarMal saiu da sua infância,
Está a ver não ser infinda
A sua humana importância...
Porém, menosprezo, não!
Está no começo da vida
E aprendendo a dar a mão
Aos que já estão de partida
Vai crescendo em dignidade,
Quer paz e fraternidade,
Aprende a ser mais inteiro,
Sonha sempre em liberdade
Sabendo bem que "igualdade"
Há-de vir sempre primeiro...
Abraço grande, Poeta!
A minha infecção está a piorar... não estou a sentir-me nada bem. Nem sequer foi muito fácil fazer este sonetilho...
Nina na ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-la, Poeta!
EliminarChá com trabalho.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
Eliminar“Constitucional”
ResponderEliminarMarcelo não acredita
Eu por mim também não
Embora não o admita
Passará de mão em mão
Este orçamento catita
Talhado para a nação
E a sentença descrita
Austeridade sem perdão
Vai esvaziar a marmita
Roubar-nos o nosso pão
Jazeremos no quintal
Na lápide será escrita
Uma derradeira alusão
Tudo foi constitucional.
Prof Eta
Só lhes faltava inventarem
EliminarSubvertendo o que está escrito!
Parvos são, se acreditarem,
Porque eu, neles, não acredito!
Dumas que tais "confusões"
Semanticamente iludem
Sem quaisquer contemplações
As palavras a que aludem!
Necessário e muito urgente
Se tornou mostrar-lhes bem
(e dizê-lo a toda a gente)
Que as palavras são semente
De tudo quanto contém
O que o povo LHES consente!!!
Abraço grande, Poeta!
FORA COM O CINTO
ResponderEliminarMesmo apertando o cinto
Já não segurava as calças
P´ra resguardar o recinto
Seguro-as com umas alças
E seguindo o meu instinto,
Sem dançar tango nem valsas,
Para não morrer faminto
Só pago com notas falsas.
E entre outras vinganças
Vou enganando o fisco
E burlando as Finanças
Ladrão que rouba ladrão,
Não correndo grande risco,
Tem cem anos de perdão.
Eduardo
EliminarJá por mim está perdoado
Pois em tão grande aflição
Não foi grande o seu pecado,
Nem é estranha a tentação
Por isso, não estando errado,
Não me espanta a decisão
De ir pagar com "copiado"
Ao fisco... se ele for burlão...
De vinganças, pouco entendo...
Mas, se posso saber mais,
Eu, como tantos, aprendo,
E se a fome a tanto obriga
Deixemos de ser "normais"
E de ir em qualquer cantiga...
Obrigada, amigo Eduardo! Vai pobrezinho e um bocadinho "manco", mas estou mesmo desinspirada de todo. Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Facundo regressa à ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-lo, Poeta!
EliminarChá com o povo.
ResponderEliminarRealmente esse soneto da insigne poetisa é muito além da simples imaginação. É arte pela arte.
ResponderEliminarParabéns,
Adílio Belmonte
Belém-Pará-BRASIL