"DE MÃO BEIJADA"...
(Soneto em decassílabo heróico)
Se isso viesse, assim, de mão beijada,
Tempr`ar-nos desse sal com que o escreveste
E fosse ouvido, sem dizer mais nada,
Significando o mais que nele escondeste…
Depois, se ultrapassada a longa estrada
De quanto humano passo nunca deste,
Se erguesse e se lançasse em revoada,
Determinado, urgente, irado, agreste,
Sobre a bruta injustiça alicerçada
Por quem aceita a “capa” e logo a veste
Só porque foi por tantos cobiçada,
Melhor fora eu ficar muda e calada
A “soprar-te” que sei que não esqueceste
Os tais que a vestem gasta e já rasgada.
Maria João Brito de Sousa – 07.09.2013 – 20.25h
NOTA – A um texto publicado por Alexandra Freitas Moreira, no seu mural, em 07.09.2013
IMAGEM - Diego Rivera - "Gloriosa Vitória"
“Filosofias”
ResponderEliminarSociedade da especialização
Põe o mundo alienado
Pr’além da complicação
Vejo mesmo aqui ao lado
Nascer uma conspiração
Mas o filósofo inspirado
Saca da sua explicação
Decompõe cada bocado
Dessa mesma realidade
Tenta convencer a gente
Que o caminho traçado
É a mais pura verdade
Mas sê-lo-á realmente,
Ou o filósofo foi comprado?
"Filósofos ou "opinion makers"?"
Eliminar"Filosofias" compradas,
"Tecidas por encomenda",
São pouco recomendadas
Pois levam sempre à contenda
Mas, facilmente encontradas
Onde alguém estiver "à venda",
Devem ser denunciadas
Por quem, pensando, as suspenda...
Há tanto comentador
A "fazer opinião"
Que, sem ter qualquer valor,
Por int`resse e pr`a louvor
De quem quer ter por "patrão",
Mais vale um "não-falador"!
Maria João
Segue com o meu abraço, Poeta!
Sentado na ponte.
ResponderEliminarTambém me vou sentar por lá...
Eliminar“Saímos do fundo”
ResponderEliminarMuito obrigado às gerações
De governantes excepcionais
Pelas suas demonstrações
De práticas governamentais
Por elas saímos do fundo
E ao fundo não voltaremos
Conquistaremos o mundo
Resgate não necessitaremos
Uma armada comercial
Irá invadir os mercados
Até ao oriente chegará
Seremos um outro Portugal
Ressalvando nos tratados
Que jamais se afundará.
Blog Not
Ninguém pode garantir
EliminarQue o país possa "boiar"
Se uma elite, ao dividir,
Fizer o mundo afundar,
Mas se, depois, se erigir
- do pouco que nos sobrar... -
Está garantido o porvir
Nesta força de o sonhar!!!
Se uma armada - desarmada
ou mesmo de armas na mão -
Souber "fazer-se avançada"
Na rudeza dessa estrada...
Só não queremos a ambição
E a força... desmesurada!
Maria João
Outro abraço, Poeta!
Callas à ponte.
ResponderEliminarVou agora!
EliminarChá smart.
ResponderEliminarAproveito o Chá para deixar um aviso importante!!!
EliminarAcabo de ser informada de que circula na net um email em meu nome, de uma conta Yahoo que nunca utilizei, escrito num português "macarrónico", a pedir dinheiro - muito! - e a contar a estória gasta e "esfarrapada" de um assalto físico de que não fui vítima.
As autoridades serão alertadas. De momento fica o aviso a todos os "amigos" do Facebook. O pedido é um evidente e sujo acto de phishing.
Eu própria recebi, nas minhas caixas de correio, o "brilhante" pedido de "socorro". Segue o conteúdo;
"MUITO URGENTE!!!
Espero que recebe isso na hora. Viajei para Birmingham,UK e a minha bolsa /carteira foi roubado com o meu passaporte internacional,cartoes de creditos e telefone dentro. A embaixada vai me ajudar, me deixando viajar sem o passaporte. So tenho que pagar para o bilhete de aviao e a conta do hotel. O problema e que não tenho como acessar a conta sem os cartoes. O meu banco precisa de mais tempo para fazer outro para mim. Nessa situacao lamentavel, pensei em te pedir um emprestimo que pagaria assIm que volto. Preciso de £ 1200, preciso pegar o proximo voo. Seria bom se pode enviar o dinheiro atraves do Western union porque e a opcao melhor e mais rapido que tenho. Me deram um passaporte temporario na embaixada entao não teria problema nenhuma no western union quando voce manda o dinheiro que chegaria aqui em 20 minutos. Me desculpa qualquer incomodo, so que e mais conveniente para mim. Eu posso te mandar os detalhes como mandar o dinheiro se voce pode ajudar. Aguardo a sua resposta rapida. Maria João"
Maria João Brito de Sousa - 10.09.2013 - 12.18h
“Ti Jacinto”
ResponderEliminarMundo em câmara lenta
Surge após o crescimento
Só um alentejano aguenta
Este brusco decremento
Vamos voltar a cantar
Aquele cante sincopado
E depois vamos jantar
Um borrego bem regado
Na tasca do Ti Jacinto
Da adega vem o tinto
E o branquinho também
A seguir eu não desminto
Já me estou sentindo bem
Ou vendo bem já não sinto.
"Ai, essa indisposição..."
EliminarEspero não ter sido eu
Por lhe ter comunicado
O "ataque" que sofreu
O meu correio, coitado!
Seja o que for que lhe deu,
Pare já pr`a ser tratado
Que o correio, sendo meu,
Vai ser já desactivado!
Quem sabe, seria o vinho
- esse branco, esse tintinho... -
Que o fez sentir menos bem...
Vá, Poeta, muito "azinho",
Tomar um comprimidinho
E não ligue, hoje, a ninguém!
Maria João
Segue com o meu abraço, Poeta!
O CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarNÓS ATÉ SABEMOS… MAS GOSTAMOS
P´los seniores orientados,
Alguns juniores da Nação,
Em chegando o fim do verão
Lá vão fazer seus mestrados
De cursos bem ministrados
Com justiça e rectidão,
Trazem os certificados
Das artes de charlatão.
Com critérios ajustados
São seus saberes aferidos
Para serem nomeados
Para os cargos destacados
Que ocuparão nos partidos
Por quem somos enganados.
EDUARDO
Que maravilha de sonetilho, amigo Eduardo!
Eliminar(Eu não gosto! E digo-o!)
A UNIVERSIDADE DA FESTA!
Uma outra universidade
Lançou bem melhores raízes
E deixou-nos tão felizes
No seu rumo à liberdade
Quando, da própria vontade,
Elaborou directrizes
Que, depois, sem mais deslizes,
Transformadas na cidade
Que recebeu tantos mil,
Fez lembrar um novo Abril
E fez ressoar, de novo,
Na Carvalhesa final,
Esse sonho, esse ideal
De estar c`o povo e ser povo!
Maria João
Muito obrigada! Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Für Elise na ponte.
ResponderEliminarNão posso lá ir agora, Poeta... vou tentar amanhã...
EliminarÉ bom vê-la mostrar teus nobres versos, cara poetisa.
ResponderEliminarSei que andas perseguida por abalos em tua saúde, mas teu estro é bem maior do que todos esses pequenos males.
ADÍLIO BELMONTE
Belém-Pará-Brasil.
Muito grata, poeta amigo!
EliminarDeixei, há uns tempos, numa destas caixinhas de comentários, um pedido de reenvio dos seus poemas que inadvertidamente extraviei... não estou segura de que tenha chegado até si...
O meu abraço!
“Estado de empobrecimento”
ResponderEliminarO estado da união
Monetária e financeira
Mostrado na televisão
Já esta quarta-feira
Apela à confiança
Que devemos inspirar
Ao mundo da alta finança
Pr’a no clube continuar
Devemos empobrecer
E mostrar muito juízo
A quem nos está a tutelar
Se não estás a perceber
Quando sentires o prejuízo
Já não será preciso explicar.
Prof Eta
"E o final... infeliz..."
EliminarVénias e mais curvaturas
Da coluna vertebral,
Pressupõem ditaduras
Dos senhores do capital
Mas, neste clube, em verdade,
Só apela, exactamente,
À submissão da vontade
De todos... de toda a gente!
Se este Estado empobrecido
Se mostrar fraco e vencido
Diante dos seus "tutores",
Teremos, não tarda nada,
De ir todos "pedir pr`á estrada"
Pr`a, depois, dá-lo aos senhores...
Maria João
Segue com o meu abraço, Poeta!
Jamal na ponte.
ResponderEliminar“Pintura a sangue”
ResponderEliminarUm dia o dia chegará
De uma terra diferente
Em que a guerra acabará
Não perecerá mais gente
Sangue não mais pintará
Outra tela deprimente
Lado humano vencerá
O outro que indiferente
Mata apenas pl´o prazer
Que sente ao contabilizar
A riqueza acumulada
Nesse dia irá perceber
Quando a tela contemplar
Que a matança foi escusada.
A faceta humana e justa
EliminarDesta imensa humanidade,
Um dia, há-de impor-se à custa
Deste amor pela verdade...
Refiro-me àqueles que, aqui,
Produzindo, laborando,
E a viver, como eu vivi,
Não se esquecem de ir sonhando,
Nem de ir plantando as sementes
Daquilo em que acreditaram
Pr`a que mais tarde, em mil frutos
Bem regados pelas gentes,
Sejam pão que semearam
Na pureza dos produtos...
M. João
Segue com o meu abraço, Poeta!
Chá falante.
ResponderEliminarVou "ouvi-lo" falar, Poeta! A ideia que eu tinha era a de que o Chá é de um laconismo paradigmático...
EliminarCANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarA GULA DO CAPITAL
A besta, enfurecida,
Já tinha a luta aprazada
E a vítima escolhida.
Ao ver-se contrariada
Argumenta, compungida,
Que estava preocupada
Com os que perdem a vida
Em terra sacrificada.
O que ela não argumenta
É que a carnificina
E a gula que sustenta
E que sempre a traz sedenta
Desta ou de outra chacina
É ela quem a fomenta.
Eduardo
NESSA BESTA, ATÉ EU CREIO!
EliminarNessa besta, até eu creio
E, ao subscrever esta peça,
Não esqueço que o "bicho feio"
Só fará o que lhe interessa
Pois tais int`resses - eu sei-o! -,
Vindos de onde ela começa,
Vão espalhando um tal receio
Que, investindo numa pressa,
Mais depressa destruindo
Do que a besta antes descrita,
Persegue uns, que vão fugindo,
Outros, mastiga rugindo
E, outros tantos, decapita
Com a fúria de ódio infindo...
Maria João
Obrigada por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
Um forte abraço para si e Maria dos Anjos!
“Tomada da pastilha”
ResponderEliminarA tomada da pastilha
Está prestes a ocorrer
Será contra a matilha
Que nos anda a corroer
Com sabor a baunilha
Mascá-la será um prazer
Que se ponha a uma milha
Quem não conseguir correr
Prevejo grande loucura
Em todo este processo
Com os balões a rebentar
Pastilha tornar-se-á dura
Será arma de arremesso
Creio que não vai tardar.
Prof Eta
"... com ou sem pastilha..."
EliminarTarde ou não tarde, a pastilha,
A tomar tal consistência,
Há sempre alguém que perfilha
Ideais de resistência
E há-de curvar-se, a quadrilha
Que, a contar com desistência,
Vá "à fonte" usando "bilha"
De tão fraca "consistência"...
Tendo a "bilha" feita em cacos
- e eu bem sei que, no futuro
Apesar de alguns "buracos"
é assim que ela vai estar... -
Fica o povo mais seguro
Do que alguém possa sonhar...
Maria João
Segue com um abraço, Poeta!
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarA BESTA
E não pensem que ela, agora
Vai ficar acomodada…
Esperará pela hora
De armar outra cilada.
No presente como outrora
Seja por tudo ou por nada,
De fartura esfomeada,
A besta sempre se arvora
Com toda a solicitude
Em tutelar defensora
De todo o bem e virtude.
Pensando que o mundo ilude
Não diz que p´la vida fora
A besta foi falsa e rude.
Eduardo
"... a besta não é autónoma..."
EliminarMas quem nela acreditar,
Por interesse ou estupidez,
Fá-lo-á por não pensar
(ou pensar com cupidez...)
Quanto a mim, se a vir "passar",
Denuncio-lhe os porquês
Pois começo a acreditar
Que vem firme, desta vez...
Se da besta a História reza,
Se lhe tece mil louvores,
Se a favorece e se a preza,
É porque muito enganou
Trocando quantos valores
O Homem jamais criou...
Maria João
Grata, amigo Eduardo! Segue uma resposta muito feita à pressa e o meu abraço!
Maria na ponte.
ResponderEliminarChá prudente.
ResponderEliminarVou avaliar a prudência do Chá! Bom Domingo, Poeta!
Eliminar“Coisa simples”
ResponderEliminarA perfeição lapidada
Assume a simplicidade
Duma carícia pensada
Da nota que sem veleidade
Em música é transformada
E assim nos enche a alma
Sempre surgida do nada
Na quietude da tarde calma
Vale muito mais que ouro
Coisa simples sem cotação
Surgindo sem ser pensada
Quase sempre um tesouro
Que brota do coração
Iluminado a caminhada.
APELO A TODOS OS ESCRITORES DO FACEBOOK
EliminarQuanto ao tempo, só direi
Que não mais consegui ver
Os condicionais que - eu sei! -
Já ninguém ousa escrever
Quanto ao modo, já pensei
Que está, decerto, a morrer
Pois, nos textos que sondei,
Nunca mais o vi nascer...
Penso que esta pobre língua
Vai, aqui, murchando à míngua
De outra abrangência verbal
Por isso proponho agora
Estudar verbos sem demora...
Sempre a bem de Portugal! eheheheh...
Maria João
E rio-me... mas a verdade é que tenho lido muito, sobretudo textos do Facebook, e há anos que me ando a deparar com uma estranha ausência da abrangente "ferramenta" que é o modo conjuntivo... bem sei que nos textos "corridos", marcados no tempo e inevitavelmente rápidos do Face, pode não se justificar - sempre... - o seu uso... mas também tenho lido textos "de fundo" onde a sua ausência se faz sentir... e muito! Na minha opinião, alguns textos perdem muitíssimo em riqueza e tanto o conteúdo quanto a "mensagem" são bastante mais difíceis de apreender, devido a essa ausência quase constante... e que, infelizmente, se tem mostrado crescente, progressiva. Claro que sei que não pode nem deve usar-se a riqueza da conjugação verbal "a martelo", só para "enfeitar" o texto! Longe disso! Mas eles existem - Tempo e Modo verbal - e são, bastas vezes, muito mais necessários do que os nossos cérebros já moldados às velocidades facebookianas possam perceber.
Claro está que este apelo nada tem a ver com uma resposta ao seu sonetilho, Poeta! Dificilmente poderíamos encaixar um perfeito ou um imperfeito do conjuntivo num sonetilho de desgarrada. Estou muito consciente disso. O que se passa é que tenho dado comigo a "sentir a falta" de alguma riqueza e flexibilidade da nossa língua escrita e eu, nem sequer tendo uma licenciaturazeca, deixo-me entristecer por isso... por vezes, é como se estivesse a saborear um requintado prato ao qual faltasse um dos principais temperos... leva-se algum tempo a dar por isso. Vamos estranhando, sem estarmos seguros de onde nos possa vir aquela aborrecida sensação de lhe faltar alguma coisa "vital"... e, de repente, percebemos; faltou o sal!
Bom, já o chateei bastante por hoje, eheheh... mas acredito na utilidade deste "alerta" e, como tal, deixo-o seguir com o meu abraço do costume!