OEIRAS
(Soneto em verso eneassilábico)
Tens a sorte, ou a graça divina,
de o teu corpo crescer debruçado
sobre um Tejo que corre à bolina
pelas ondas de um mar já salgado,
Que te acena e te chama menina,
ou te abraça e te encharca - cuidado,
que ele é mestre nas voltas que ensina,
mas depressa te afoga, se irado! -
Nos teus braços nasci. Pequenina,
fui crescendo contigo, a teu lado,
e hoje abraço esta casa de esquina,
Onde evoco presente e passado,
quando nela relembro essa sina
devolvendo-te ao sonho encantado.
Maria João Brito de Sousa - 11.10.2015 - 21.31h
“Cara ou coroa”
ResponderEliminarBem é superior ao mal
Mas perdeu tod’o valor
Num processo original
Onde se esvai o pudor
A ignorância é fatal
Coloca-nos ante o terror
Fabricado e intencional
Para se tornar o senhor
Dos escravos de agora
Que aceitam trabalhar
Numa terra prometida
Porque se foram embora
Com receio de enfrentar
A morte ainda em vida.
Estou quase, quase a dormir,
EliminarMas não hei-de adormecer
Sem tentar - e conseguir! -
Versos com que responder!
Se essa ignorância assumir
Que se não digna a morrer,
Tentemos dela fugir
E fazê-la perceber
Que não vamos permitir
Que nos queira submeter
A tudo o que produzir
E que havemos de aprender
A fazê-la regredir
Até desaparecer!
M.João
Está um bocadinho desenquadrado, mas eu estou mesmo a dormir em pé, Poeta... foi o que me foi ocorrendo ao teclar.. abraço grande!
Chá combatente.
ResponderEliminarUm chá cá dos meus!
Eliminar“Ocasos”
ResponderEliminarHoje não há estrelas a brilhar!...
Ocaso de mentes brilhantes
Mas felizmente o luar
Ilumina as mentes distantes
Disponíveis p'ra regressar
Varrendo os insignificantes
Que teimam em se quedar
Como arautos redundantes
Como redundantes são
Os pensamentos moldados
Em inertes fundamentos
Novas estrelas formarão
Em ocasos renovados
Cintilantes firmamentos.
.. há brilhantes filamentos
Eliminarde estrelas que se findaram
e debatem-se argumentos
(mas, aumentos não chegaram...)
Uns são brilhantes portentos.
outros, nem sequer pensaram
em escutá-los muito atentos
(mas... aumentos não chegaram!)
Há pr`aí grandes talentos
que, mais ou menos isentos,
(porque... aumentos não chegaram...),
Geram tão só desalentos
(sopram brisas, zunem ventos
e... os aumentos... não chegaram!)
Maria João
Parece não fazer muito sentido, mas foi o que me ocorreu, Poeta... acredite, ou não, já estou a cair de sono, apesar de ainda ser cedo...
Abraço grande!
Chá cultural.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“ O salto”
ResponderEliminarO país tem novos donos
Sorvem suor e migalhas
Cada gota dos abonos
E já não pagam mortalhas
Outros a caminho virão
Mas o caminho traçado
Refém do bicho papão
Não nos leva a outro lado
A marcar passo ficamos
Mesmo à beira do abismo
Com esperança infundada
Cedo ou tarde avançamos
Não será por masoquismo
Só não vemos outra estrada.
Prof Eta
Poeta, fui invadida
Eliminarpor um vírus malfeitor..
Estou pr`aqui meia perdida,
não fixa, o computador,
Nem a imagem, esbatida,
nem a letra, nem a cor!
Já maldigo a minha vida
que vai de mal a pior...
Não fui - nunca! - masoquista
mas... teimosa sou, confesso!
Não há onde eu não invista
Por mais que o duro processo
me deixe quase sem vista!
Respondi! Tive sucesso!!!
Maria João
Estava a ver que lhe não conseguia acabar de responder, mas... consegui! Isto está mesmo tudo "viralizado", nem sequer se fixa o ecrã... abraço grande!
Chá perdido.
ResponderEliminarQue raio de vírus... coincidência, ou não, a verdade é que me perdi do Chá... mas vou lá agora!
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