... E O QUE ME RESTA?
Tiram-me braços, pernas, coração...
Levam-me o velho espaço onde me insiro
E, por arrasto, a mim me levarão,
Talvez em breve, ao último suspiro,
Que só eu sei da estranha condição
De ser tábua do chão do meu retiro
E, assim que mo negarem, negarão
Até o próprio ar que nele respiro...
Não gosto de queixar-me e sei ser vão
Falar do estranho amor que aqui refiro,
Mas nada mais me resta! É deste chão
Que o verso se me eleva a quanto aspiro,
Enquanto vos vou expondo a situação...
(... mas quanto mais me exponho, mais me firo...)
Maria João Brito de Sousa - 06.01.2016 - 18.00h
Tenho a certeza que o chão vai continuar a ser o seu chão e o tecto vai continuar a ser o seu tecto.
ResponderEliminarEspero bem que sim, Poeta!
Eliminar... mas só agora reparei que aconteceu qualquer coisa errada com a cor do soneto... vou tentar reparar o erro!
Abraço grande!
“Roma já está a arder”
ResponderEliminarEm Roma sê romano
Mesmo que esteja a arder
É próprio do ser humano
Com o fogo conviver
O mundo está no mundo
Muitas vezes sem pensar
Mas não parece fecundo
Este seu modo de estar
A cada um sua acção
A cada um seu veneno
São as prestações a pagar
Num mundo de contradição
Quis ser grande é pequeno
Quis viver vai-se matar.
Nem os fogos mais pequenos
EliminarConsigo, agora, apagar
E cada vez faço menos,
No que toca a trabalhar...
Roma - seja a minha casa... -
Tão cheia de papelada
Arde e vai ficando em brasa
Sem que eu possa fazer nada...
...mas, hoje, cansei-me a sério!
Tanto papel carreguei
Que faria um grande império
Com tudo o que hoje levei...
Não fosse, pr`a mim, mistério (*)
Tentar cumprir tanta lei...
Maria João
Mais uma vez, falo de mim... foge-me a imaginação toda para o que estou a viver e isso nunca me acontecia antes... ou acontecia, por vezes, mas muito esporadicamente...
Estava no entanto a lembrar-me de que levei comigo toneladas de papelada, para tratar de pedir a tarifa social, na EDP e, quando precisei do cartão de cidadão, vi que o tinha deixado em casa... valeu-me ter comigo o comprovativo que me deram no tribunal de Cascais, quando renovei o cartão de cidadão, que tinha todos os dados necessários, incluíndo a minha fotografia. Se não tivesse tido essa sorte, teria de voltar para trás, apesar de ter comigo papéis de toda a espécie; do SNS, da Segurança Social, do registo predial, das finanças, etc, etc, etc...
Abraço grande, Poeta!
Chá velho.
ResponderEliminarTerei de ir fazer companhia a uma vizinha amiga que ma solicitou, mas ainda vou ao Chá!
EliminarChá nobre.
ResponderEliminarVou ver o Chá, Poeta!
Eliminar