GLOSANDO A POETISA HELENA FRAGOSO
TRISTEZA...
Tristeza, a que me invade não tem fim...
Sem que possa afastar a escuridão,
Que quase permanente vive em mim
Ensombrando-me assim o coração.
Perdi até meus sonhos... Sei que sim,
Perdi também o amor e a ilusão...
Aquela pouca paz que tinha, enfim...
Tudo isto se esfumou... Caiu ao chão.
Tento ainda lutar, pois sou assim...
A força que guardei dentro de mim
Aos poucos já se esvai de minha mão...
Tristeza, a que me invade não tem fim...
Sem que possa afastar a dor de mim,
Apenas me acompanha a solidão.
Helena Fragoso - 21.04.2016
RESILIÊNCIA(S)
"Tristeza que me invade e não tem fim"
Esta de não saber se estás melhor,
Sabendo quanto estás longe de mim,
Pensando que talvez te esmague a dor...
"Perdi até meus sonhos...Sei que sim",
Pressentindo, impotente, esse rigor
De entender que esse mal te deixa, enfim,
Tão longe do Poema, amor maior...
"Tento ainda lutar, pois sou assim";
Tão frágil quanto a haste do jasmim,
Mas tão teimosa quanto qualquer flor...
"Tristeza, a que me invade não tem fim(...)",
Mas ambas somos flor`s de um só jardim
Que ostenta a Resistência por pendor!
Maria João Brito de Sousa - 06.07.2016 -16.08h
“Voltas”
ResponderEliminarRadicalização imediata
Em pastilha efervescente
Serve a qualquer psicopata
Dando-lhe a volta à mente
São as voltas encadeadas
Nas voltas que o mundo dá
Em breve voltas esgotadas
Que o mundo não aceitará
Muito milénios à frente
A razão prevalecerá
Ao escutar o coração
Esgotada estará a gente
Que aos outros infligirá
Bala, bomba, ou camião.
Prof Eta
Sonetilho de Dupla Coda
EliminarPoeta... que azar o nosso!
Sempre que estou de saída
E que, portanto, mal posso
Dar resposta merecida
Descubro um poema seu,
Escrevo alguma coisa à pressa
- pr`a não dizer que não deu... -
E esta história começa
A ser caso habitual...
Mas... de consulta marcada
Porque até me sinto mal
Vem-me esta rima apressada,
Muito "pãozinho-sem-sal",
Ou nem lhe diria nada...
(mas que a razão prevaleça
abraçada ao coração
antes que o mundo pereça
no meio da confusão
qu`inda agora nos começa
a dar cabo da razão!)
Maria João
Muito a correr, mas aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!
“Compassos”
ResponderEliminarComo ser coisa nenhuma
Quem sabe vindo do nada
Essa a essência da espuma
P’las ondas do mar embalada
Bate na areia e desfaz-se
Deixa no ar um compasso
E como se tal não bastasse
Apaga as marcas do passo
Não sabendo de quem são
E eu só sei que nada sei
Mesmo sabendo não digo
Pois não é minha intenção
Enfrentar a quem é rei
Mesmo que só do umbigo.
COMPASSO UMBILICAL
EliminarPoeta, aqui lhe confesso
Que adorei este poema
De umbilical retrocesso
Aalgum rei que nada tema,
Mas também eu não professo
Grande amor por esse esquema;
Quando "umbigo" faz sucesso,
É melhor que o resto trema...
Não falta "umbicalidade"
Neste mundo em convulsão;
Se até a própria Vaidade
Grita por revolução,
Enquanto a pobre Igualdade
Luta ainda e sempre em vão...
Maria João
Gostei muito deste seu sonetilho, Poeta!
Infelizmente as coisas estão a piorar muito para mim, a todos os níveis. Pouco- e sempre por curtos períodos... - tenho conseguido vir ao computador... depois lhe conto!
Amanhã estarei de novo no centro de saúde, para nova tentativa de equilibrar um INR mais do que descontrolado desde o meu último internamento.
Abraço grande!
“Vaidades”
ResponderEliminarSe a própria vaidade
Grita por revolução
Quando até a verdade
Nos mente por compulsão
Não falta “umbicalidade”
Neste mundo em convulsão
Assistimos à maldade
Disfarçada de emoção
Nos mass média vendida
Com a subtil intenção
D’encenar o novo normal
Será uma causa perdida
Se aqueles que o não são
Nunca o forem afinal.
Prof Eta
Poeta, acabei de perder o meu sonetilho-resposta com uma súbita "queda" de ligação...
EliminarVou tentar outro, embora esteja de saída para outra consulta e exames...
VAIDADE(ZINHAS)
São as voltas do destino
Nas "rodas" da burguesia
Que nos rouba o próprio hino,
(Sub)trai-lhe a Filosofia
E nos faz perder o tino
Transformando em "porcaria"
- vinda do próprio intestino... -
Algo que era ideologia...
Se nos não pomos "a pau",
Damos connosco a pensar
Que o que é bom, passa a ser mau
E acabamos "a nadar";
Passa-se a borrasca a vau,
Podendo jamais voltar...
Maria João
Aqui vai, muito a correr, pois tenho mais exames e consultas. O INR anda completamente "fora dos eixos" desde o meu último internamento... abraço grande!