GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XVIII

DE OLHOS NOS OLHOS.jpg


 


O VERBO AMAR DOS OLHARES


 


Nos olhares que sabem nos sorrir


Há vontade de querer, de ser feliz


E sem palavras sabem traduzir


Algo que nos colora de matiz


 


Nos olhares que sabem seduzir


Que sabem apagar a cicatriz


E despertar em nós outro sentir


Há a luz e a magia que se quis


 


Nos olhares que sabem convencer


Que o futuro é também um aprender


Duma forma diversa e diferente


 


Esses olhares sabem cativar


Neles há sedução do verbo amar


Conjugado pra sempre no presente


 


MEA


19/10/2016


 





DE OLHOS NOS OLHOS





"Nos olhares que sabem nos sorrir"


E nos enlaçam nesse seu sorriso,


Há canteiros de versos a florir


De quanto, sendo grato, for preciso...





"Nos olhares que sabem seduzir",


Nasce a amizade e morre o (pre)juízo


Do que apenas seduz pr`a reduzir


Cada ousadia, ao gesto mais conciso...





"Nos olhares que sabem convencer",


Luz algo que consegue converter


A própria dissidência, ao dissidente;





"Esses olhares sabem cativar"


A franca timidez de um outro olhar,


Quando o olham de perto e bem de frente...








Maria João Brito de Sousa -12.11.2016 - 11.17h


 

Comentários

  1. Lindos, como sempre e com os sentimos a percorrerem os séculos! Bom dia!

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  2. “Other thoughts”

    Every smaller step
    Looks bigger than ever
    When I travel along
    This swepping mind
    Where thoughts
    Run so fast and stay
    So long without definition
    And others don’t exist.

    Zé da Ponte

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    Respostas


    1. MINE...

      Evem when it`s small,
      It still is a step
      And I keep them all
      Before I forget

      But others do live,
      So they do exist...
      I`ll allways believe
      (believe in this fist...)

      I don`t run that fast;
      So my mind and heart
      May for longer last

      But I allways start,
      Cause to start I must
      Everyday my art...

      Mª João

      Abraço , Poeta! Não sei como fiz isto, mas isto é um sonetilho em redondilha menor... que é um género que nem sequer existe na poesia dos países de língua inglesa...(tanto quanto sei e deduzo, claro)

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  3. “Pensamentos dispares”

    Cada pequeno passo
    Parece gigantesco
    Sempre que viajo através
    Desta mente espiralada
    Onde alguns pensamentos
    Correm rápido e permanecem
    Longamente sem definição
    E outros nem sequer existem.

    Zé da Ponte

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