CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VI
RECEBO-TE MANHÃ
Recebo-te manhã que nasces prenha
De futuro, de amor,de paz, de vida
Que entras sem precisares duma senha
E no meu dia fazes-te nascida
Recebo-te manhã mesmo que venha
Contigo não apenas luz cupida
Mas triste descrição numa resenha
Dum dia que parece de saída
Recebo-te manhã todos os dias
Vislumbro de ti tantas melodias
que se escondem na paz do teu nascer
Recebo-te manhã, cada manhã
Como se não houvesse outra, amanhã
Aonde eu me pudesse renascer
MEA
15/12/2016
RETRATO HIPER-REALISTA DE UMA MANHÃ GELADA DE DEZEMBRO
(Contraponto)
Recebo-te encolhida, a tiritar,
Manhã deste Dezembro em que envelheço
Um ano por minuto... e, sem chorar,
Enfrento-te, manhã que desconheço
Se vieste tão só pr`a me enfrentar,
Ou porque, em te acolhendo, eu não te impeço...
Cada renovo teu, mais vem gelar
Este quarto em que durmo e nunca aqueço
E por ser bem real o que aqui digo,
Que mais posso dizer? Não te mendigo
A caridade de um calor de estio,
Pois bem sabes, manhã; estarei contigo,
Eu que, apesar das queixas, tenho abrigo...
Mas a verdade é dura e... tenho frio!
Maria João Brito de Sousa - 16.12.2016 - 17.36h
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