O CHAMAMENTO

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 Por vezes tenho dúvidas. Não sei


Como chamar por Ti. Que nome tens?
Mas sei que, quando chamo, sempre vens
No mesmíssimo instante em que chamei




E se, enquanto chamando, exagerei
Pedindo-te mais graças do que bens,
Dando-me exactamente o que conténs,
Dar-me-ás muito mais que o que almejei…



Se, assim, sem dar-te um nome redutor,
Tu me dás tanta graça e tanto amor
Que, por mais que agradeça, nunca chega,



Eu ser-te-ei leal, mas sem te impor
Um nome sem valor – seja qual for! –
Porquanto não tem nome a nossa entrega…


 


Maria João Brito de Sousa – 06.11.2010 – 14.26h


 


À Poesia


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