CORAGEM
CORAGEM
*
Coragem? Que é dela se, manipulada,
Me sinto sondada, moldada, invadida
No que à minha vida concerne e, num nada,
Me vejo humilhada, presa e sem saída?
*
Calo a voz dorida que assim controlada
Em vez de indomada carne aberta em f`rida
Que oscila vencida qual chama apagada
Da vela engendrada nos palcos da vida
*
Esta, de sumida, soa-me abafada,
Ou desafinada, que triste e vencida
Não será ouvida porque amordaçada
*
Por mão precavida. Solto-a sussurrada
Em vez de exaltada mostrá-la traída
Que a força antes tida foi-me ora negada.
*
Maria João Brito de Sousa
09.03.2017 - 16.13h
Que a força nunca lhe falte para continuar a escrever tão lindos poemas.
ResponderEliminarObrigada, Fashion!
EliminarEstarei aí dentro de minutos!
“Origens”
ResponderEliminarOntem, hoje e amanhã
E também o vice-versa
Pois a origem não é vã
Embora esteja dispersa
É necessário lá voltar
Para reunir cada bocado
E só então interpretar
As memórias do passado
Amanhã, hoje e ontem
E o vice-versa também
Representa o regresso
A futuros que apontem
O caminho que contém
Na origem o recomeço.
Prof Eta
Voltarei mais logo, Poeta! Tenho de me ir arranjar para ir a uma consulta.
EliminarOutro abraço.
ORIGEM
EliminarNão está dipersa, de origem;
Ela própria é dispersão
E é nas coisas que a restringem
Que vai pulsando, em expansão...
Nada sei, mas se me exigem,
Desse nada, uma porção,
Esqueço as coisas que me afligem
E assumo esta opinião...
Bem sei que não é prudente,
Dá-la, assim, pouco sabendo,
Mas também há quem invente,
E, eu, nem isso estou fazendo...
Mostro só que estou presente,
Que vou, ainda, aprendendo...
Maria João
Cá vai, conforme prometido, com o abraço de sempre, Poeta!
“Momentos”
ResponderEliminarNa eternidade, um segundo
Um ponto, na infinitude
Justapõem a este mundo
A origem da amplitude
Que espraia no horizonte
Um desejo de afirmação
No início era uma fonte
P’ra se tornar um vulcão
Mas eterno nunca será
Pois até a eternidade
Um dia se extinguirá
Por perder a mocidade,
E depois o que virá?
Por certo a realidade.
NESTE MOMENTO...
EliminarPoeta, vou ter consulta
E terei de me arranjar...
Pode crer que "pago multa"
Se à consulta não chegar...
Meu coração nada exulta
Neste ir e vir sem parar,
Mas quero ver se resulta
E não me posso atrasar...
É esta a realidade
Deste meu pequeno instante
E sobre a eternidade
Falaremos adiante
Porque agora é, de verdade,
Um momento algo "stressante"
Maria João
Bom dia, Poeta! Hoje tenho mesmo consulta e apenas terei tempo para responder-lhe "a correr" e tentar ver os meus mails. Ainda não estou arranjada e impõe-se-me que o faça sempre lentamente...
Abraço grande!
Muito bonito! =)
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada, Chic`Ana.
EliminarBeijinhos.
“Mar de existência”
ResponderEliminarNão me encontras em mim
Nem vale a pena procurar
Mas isso não é o fim
Fui apenas ver o mar
E fora de mim por fim
Procuro sem encontrar
A existência e assim
Não me posso justificar
Nem lembro donde provim
Estou apenas a contemplar
Era o mar, mas agora não
Torna-se claro o frenesim
Volto em mim a despertar
Retorna a mim a razão.
Prof Eta
O MAR DA CRIATIVIDADE
EliminarNesse Mar, encontro a vida,
Mesmo sem a procurar;
A que nele está contida
E a que engendro ao navegar...
Se a metáfora é traída,
Fica o Mar por encontrar
E, em vez do cais da partida,
Vejo a vida a naufragar
E em vez da vela estendida
Ao vento que há-de soprar,
Fica-me a Barca rendida,
Já nem sei onde a ancorar;
Junto das rochas, escondida,
Ou lá longe, em alto mar?
Maria João
Bom dia, Poeta. Aqui vai o sonetilho que me ocorreu, após a leitura do seu.
Bom fim de semana e o abraço de sempre.