GLOSANDO SAÚL DIAS
JÁ FOSTE RICO E FORTE E SOBERANO
Já foste rico e forte e soberano,
Já deste leis a mundos e nações,
Heróico Portugal, que o gram Camões
Cantou, como o não pôde um ser humano!
Zombando do furor do mar insano,
Os teus nautas, em fracos galeões,
Descobriram longínquas regiões,
Perdidas na amplidão do vasto oceano.
Hoje vejo-te triste e abatido,
E quem sabe se choras, ou então,
Relembras com saudade o tempo ido?
Mas a queda fatal não temas, não.
Porque o teu povo, outrora tão temido,
Ainda tem ardor no coração.
Saúl Dias, in "Dispersos (Primeiros Poemas)"
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DEPOIS DE CADA NOVA PROVAÇÃO
"Já foste rico e forte e soberano,"
Cruzando o mar remoto dos mil medos,
Das ondas, dos abismos, dos rochedos
Que a tantos provocaram tanto dano.
"Zombando do furor do mar insano",
Tentaste ir desvendando os seus segredos
E, conseguiste, embora os mil degredos,
Conhecê-los melhor, ano após ano.
"Hoje vejo-te triste e abatido",
Como se toda a gesta o fosse em vão
E vão te fosse o tanto já cumprido,
"Mas a queda fatal não temas, não"!
Erguer-te-ás mais forte e aguerrido
Depois de cada nova provação!
Maria João Brito de Sousa - 26.03.2017 -18.59h
NOTA - Sául Dias é o pseudónimo literário de Júlio Maria dos Reis Pereira, irmão de José Régio.
O nome que usou enquanto artista plástico foi Julio.
“Relativismos”
ResponderEliminarO eterno nunca o será
Pois até a eternidade
Um dia se extinguirá
Por perder a mocidade
E o infinito terminará
Com a sua infinidade
Pois do início chegará
A ter imensa saudade
E a energia produzida
A uma atroz velocidade
Esbarrará na comoção
Tal com é próprio da vida
Que com sua relatividade
Relativizará a equação.
Prof Eta
QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURA...
EliminarAlguma coisa perdura,
Só não sabemos o quê,
Porque eternidade pura
Ninguém sabe aquilo que é...
Muito jura - mas perjura... -
Quem jura que nela crê
E há um tanto de loucura
Em quem tudo eterno vê...
Milhões de anos durará
O nosso planeta-mãe,
Mas um dia morrerá
Com a vida que contém
E o seu Sol explodirá;
Eterno? Só tal vaivém...
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai, muito do fundo da minha indisposta e dorida "desinspiração", com o forte abraço de sempre.
Maria joão
ResponderEliminarTudo está mudado
e não entendo o porquê da mudança,
mas te espero sempre
na curva do caminho
Com ternura
Maria Luísa
Já tinha saudades de te ler, Maria Luísa, mas só posso comentar-te como anónima, embora assine no final.
EliminarDe momento estou bastante doente, mas visitar-te-ei sempre que puder.
Enorme abraço.
Maria João