GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XLVI

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NÓS, E MAIS NÓS





Há no meu peito nós. E tantos são!


Que me embargam a voz, cortam o ar


Que fazem os meus pés perder o chão


Quando nele me faço caminhar


 


É tal este tumulto e confusão


De rituais que me vêm molestar


Que roubam meu sossego, qual ladrão


Quando a noite, serena se vem dar


 


Percorrem cada vaso, cada veia


Fazendo do meu peito uma odisseia


De suspiros calados plo aperto


 


Devagar o cansaço trava a luta


O sono chega e vence esta labuta


E do meu peito faz suave deserto


 


MEA


20/06/2017








TENTANDO DESEMBARAÇAR-ME...





"Há no meu peito nós. E tantos são!"


Alguns são como "a volta do fiel"


Que é duplo e tudo amarra com paixão


Por ser bom cumpridor do seu papel...





"É tal este tumulto e confusão"


Que os versos que acorriam num tropel,


Pararam sob a sua imposição


E foi também parando o meu cinzel...





"Percorrem cada vaso, cada veia"


E dou comigo presa numa teia


Composta pelos nós que havia em mim...





"Devagar o cansaço trava a luta";


Desembaraço estes meus nós "de escuta"(*)


Ou fico embaraçada até ao fim?








Maria João Brito de Sousa - 22.06.2017 - 19.45h








(*) nós de escoteiro


 

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