COM PRAZO DE VALIDADE
Algumas fomes têm data certa;
Uma, aos fins-de-semana e feriados,
Vai-nos deixando a porta entreaberta
Aos tormentos por vir, aos já passados
E aos que nos surgem duma descoberta
Das consequências de passos já dados
Que conduziram, muito embora alerta,
A sermos novamente condenados.
Quem fome sinta, logo o cinto aperta,
Mas outras surgem porque, aos medicados,
Vai faltando o remédio que os liberta
De sofrimento e morte antecipados...
E uma nova fome em nós desperta;
Queremo-los todos comparticipados!
Maria João Brito de Sousa – 31.08.2017 -13.16h
“Futuro é hoje”
ResponderEliminarTudo seguirá o seu rumo
Excepções não vai haver
Quanto mais o desarrumo
Maior o caos a acontecer
Mais que isto não assumo
E ninguém poderá prever
Nosso futuro em resumo
Só o futuro o pode saber
Mas se formos ao passado
Com a mente e o coração
Algo se poderá extrair
Vê-se lá muito fato talhado
Passível de uma adaptação
Que o presente pode vestir.
Sim, os rumos, no geral,
EliminarProsseguem de qualquer forma;
Para o bem e para o mal,
Está garantida essa norma.
Toda a confusão total
Depressa em caos se transforma,
Tudo "vira" um pantanal,
Toda a razão se transtorna...
Ao passado fui buscar
As razões pr`a deduzir
E desta forma pensar
Segundo estou a sentir;
Vai-se o mexilhão lixar
E a maré nem vai subir...
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de sempre!