O VIGÉSIMO QUARTO DIA

O VIGESIMO QUARTO DIA.jpg


 


A cada vinte e quatro, por instantes,


Enquanto subo e desço a escadaria,


Sinto o mesmo alvoroço dos amantes


E a extrema apreensão duma agonia,





Quando a seguir, com gestos hesitantes,


Tento pagar as contas que devia


Ter já saldado umas semanas antes


Do sempre ansiado e mencionado dia,





Por isso, as minhas náuseas são constantes;


Nunca a debilidade, a distonia,


Ou mesmo outras angústias semelhantes,





Me fariam sentir tanta euforia,


Seguida por horror, ao ver gigantes


Nas contas dos moinhos de energia...








Maria João Brito de Sousa -23.08.2017 – 14.28h


 


(Reservados os direitos de autor)


 


Imagem retirada da net, via Google


 

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas