O VIGÉSIMO QUINTO DIA

O VIGESIMO QUINTO DIA.gif


 


À pressa, sempre à pressa, tropeçou


No último degrau duma escadinha


E, na pressa de erguer-se, derramou


Da velha mala, tudo o que continha.





Foi ainda com pressa que a apanhou


E apressou-se mais porque a noitinha


Caía sobre a esperança com que ousou


Descer a escada à pressa, assim, sozinha.





Passou-se o vinte e quatro e não chegou


A grandemente ansiada esmolazinha;


A conta por pagar, não a pagou,





Cigarros, emprestou-lhos a vizinha...


Repete-se, hoje, a angústia que a levou


A correr, estando quase entrevadinha.








Maria João Brito de Sousa – 25.08.2017 – 11.16h


 

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