RUGA A RUGA

 


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 Eu reivindico as rugas! Ruga a ruga,


Fui conquistando ao tempo a Poesia,


Esta que agora gravo, inda que, em fuga,


Mais pareça criar desarmonia,





Porquanto, cruamente, a dor me aluga


Os sentidos em flor com que escrevia


E nem a melodia em mim madruga


Como há bem pouco tempo acontecia...





Foi, no entanto, delas que me veio


Cada verso daquel`s por que hoje anseio


E que não trocarei por coisa alguma;





Venham mais rugas porque as não receio!


De falsidades anda o mundo cheio


E, às minhas, conquistei-as uma a uma!








Maria João Brito de Sousa – 03.08.2017 - 11.35h


Dedicado à MEA e escrito após a leitura do seu lindíssimo soneto


“Não Deixem que me Vista de Saudade”.


 


Imagem retirada da Fábrica de Histórias


 

Comentários

  1. Amiga, este soneto estou a dedicar a um amigo, velho poeta, jornalista, jurista e ex-Senador brasileiro, Dr. Cid Sabóia de Carvalho, que em 24 de agosto deste ano soma 82 anos de vida e ainda está lúcido e ávido atuando no jornalismo em rádio e advogando.

    E é com esse entusiasmo que por muito tempo quero vê-la escrevendo.

    Adílio Belmonte
    Belém-Pará-BRASIL



    O TEMPO E O POETA

    Velho poeta que não sente a idade
    E busca inspiração para outros versos,
    Sonhados em pureza e bondade
    Num mundo de matizes bem diversos!

    Personificação do bom caráter,
    Homem de embates todos divididos
    Entre a dedicação à terra mater
    E à família em dias bem sofridos.

    O saber é a tua arma em lutas
    Diárias em prol da dignidade
    Numa sociedade conturbada.

    Varão que nunca foges das disputas
    E procura na vida a lealdade,
    Buscando a paz na terra já tomb

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    Respostas
    1. Os meus parabéns pelo excelente soneto dedicado a seu amigo, o dr.
      Cid Sabóia de Carvalho, caríssimo amigo Adílio Belmonte.

      Reli o soneto integral que me reenviou, já que este teve um pequeno contratempo gráfico.

      Para ambos as minhas saudações poéticas e o meu fraterno abraço!

      Maria João

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  2. REENVIANDO O SONETO POR FALHA GRÁFICA.


    O TEMPO E O POETA

    Velho poeta que não sente a idade
    E busca inspiração para outros versos,
    Sonhados em pureza e bondade
    Num mundo de matizes bem diversos!

    Personificação do bom caráter,
    Homem de embates todos divididos
    Entre a dedicação à terra mater
    E à família em dias bem sofridos.

    O saber é a tua arma em lutas
    Diárias em prol da dignidade
    Numa sociedade conturbada.

    Varão que nunca foges das disputas
    E procura na vida a lealdade,
    Buscando a paz na terra já tombada!

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