A PAUTA INVISÍVEL
Pr`a mim, perde o soneto o seu sentido
Se não sintonizar o que escrever
Com algo que sussurra ao meu ouvido
A toada que o faz poema ser,
Portanto nada dou por garantido;
Só criarei se o ritmo o preceder,
Impondo-se, em sentido proibido,
A quanto possa estar-me a acontecer...
Jamais admitirei um desmentido,
A não ser que me venha a arrepender
Caso o verso bloqueie, retraído,
Ou aconteça a pauta emudecer ...
Nesse caso, a razão terei perdido
E nem mais um soneto irá nascer.
Maria João Brito de Sousa – 11.09.2017 – 17.17h
ResponderEliminarUma feliz tarde
que dizer seja o que for
descai na beleza presente
de quem sabe e sente...
Beijinhos de aqui
Fotos...http://jabeiteslp.blogs.sapo.pt/
Obrigada e um beijinho, Anjo!
Eliminar“Perfeita loucura”
ResponderEliminarMorro o que eu m’apetece
Duma saudade constante
No viver que não esquece
A vida em cada instante
Mas não morro de saudade
Pois é de saudade que vivo
Em busca de musicalidade
E num tom contemplativo
Contemplo o que aqui vai
Mas não sente o coração
O pulsar da partitura
E assim a pauta se esvai
Toda em desconstrucção
Numa perfeita loucura.
PERFEITA HARMONIA
EliminarEu morro de mal viver,
Mas a partitura não,
Pois tem muito que fazer
Nesta, ou noutra geração,
Não se poderá perder
Numa única canção
E um dia, quando eu morrer,
Ela irá mudar de mão...
Sempre há-de prevalecer
Essa mágica atracção
Que ninguém pode esconder
Porque explode em sensação;
Está em nós todos poder
Dar-lhe, em nós, continuação.
Maria João
Bom dia, Poeta! Segue o meu sonetilho-resposta e o abraço grande de sempre!