SETEMBRO(S)
(Soneto em verso hendecassilábico)
Setembro soprando nas asas do vento,
Embala-me, arrulha-me e... faz-me tremer,
Que, embora esquecida, se no vento atento,
Depressa me lembro de nada esquecer.
Do vento de Inverno que zumbe ao relento,
Lembrada, reduzo-me ao, “que hei-de fazer,
Se por mais que tente, nunca sei se aguento
A muita dureza que o frio me impuser?”
Formigas com asas virão, muito em breve,
Falar dos outonos que o tempo nos deve...
Nas asas do vento que sopra lá fora,
Eu penso que penso, mas sinto, ao de leve,
Que o tempo não deve e tampouco prescreve;
Sou eu quem prescreve, quem deve e quem chora...
Maria João Brito de Sousa – 07.09.2017 - 14.53h
“Verbo mudar”
ResponderEliminarNão lhe muda a dimensão
Disso não estou seguro
Pois o verbo em expansão
Pode derrubar um muro
Sem ter a informação
Vinda lá desse futuro
Sob a forma dum clarão
Mantenho-me no escuro
Numa ignorância atroz
Onde nada asseguro
Nem mesmo essa vasteza
Aos sábios eu dou a voz
Nenhum deles esconjuro
Pois já trazem a certeza.
Sábios
EliminarOs sábios que sábios são,
Nunca nos trazem certezas;
Sempre vão pondo em questão
Suas próprias naturezas...
Tentam não pensar em vão
E abdicam de mil riquezas
Em prol da própria razão
Que os guiará, sem grandezas.
Na busca da solução,
Hão-de pôr tanta firmeza,
Que por vezes morrerão
Sem já terem pão na mesa
E sempre a procurarão
Mesmo na maior pobreza
Maria João
Poeta, hoje não terei muito tempo para aqui estar, peço desculpa.
Abraço grande!
Chá sem dono.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
EliminarAbraço grande!
“As fases do mundo”
ResponderEliminarEra um mundo pequenino
E todo ele me pertenceu
Mas deixei de ser menino
Logo esse mundo cresceu
Vivia ainda sem tino
Mas o mundo entendeu
Mostrar-me que o destino
Seria o que ele escreveu
Não ao género de comédia
Muito menos de romance
Nem em sonhos seria meu
Mais virado p’rá tragédia
Com destruição e suspense
E o super-herói não seria eu.
Mesmo os mundos pequeninos
EliminarTêm fases, é verdade...
Crescem todos os meninos
Até à maioridade
Conforme vida e destinos
Confiram maturidade,
Todos serão peregrinos
Desta nossa humanidade.
Temos dores de crescimento;
Mesmo depois de crescidos
Cresce o nosso pensamento,
Mas decrescem os sentidos
E , nesse envelhecimento,
Deixamos de ser ouvidos...
Maria João
Bom dia, Poeta! Ontem já era bastante tarde quando cheguei a casa e embora tivesse visto, no correio electrónico, que tinha um comentário seu, já não me atrevi a responder-lhe. Ao fim da tarde, já estou com os olhos tão cansados e com uma dor de cabeça tão grande - provocada, suponho, pelo esforço que faço para ler - que prefiro guardar para o dia seguinte.
Abraço grande!
Amiga,
ResponderEliminarSou soneto nos inspira e dar ares de primavera.
Saúde, paz e amor!
Adílio Belmonte,
Belém-Pará-Brasil
SETEMBRO DE FLORES
Setembro de flores nesta primavera,
Quando o amor sacode nossos corações
E a vida se torna seleta quimera
E os enamorados choram emoções.
Quero te buscar nesse belo jardim
Tal qual a mais bela flor dessa estação,
Na busca real do teu amor para mim
Em momentos cálidos de excitação.
Mulher de ar e amor belo e primaveril,
Quero sentir forte o teu pulsar de amor
Junto ao meu peito e nele envolver a alma.
Assim, enlaçado, sou o homem mais viril,
Aquele que te busca com força e ardor
E, após, transtornado, sinto a tua calma.
Mais uma vez lhe fico muito grata pelo belo "Setembro" com que brindou este meu cantinho, poeta amigo Adílio Belmonte.
EliminarCom um fraterno abraço, retribuo os votos de saúde, paz e amor!
Maria João