VIAGEM ESPACIO-TEMPORAL
(Soneto em verso hendecassilábico)
A Marte não posso subir, nem descer,
Conforme o sentido se entenda, no espaço,
Mas posso ir sonhando, se a Marte aprouver
Desvendar mistérios não dando um só passo.
Em Marte irei estando, enquanto puder,
Descansando um pouco deste meu cansaço
Porque, sem ter escolha, me deixei prender
Até que me imponham soltar-me do laço
A que fiquei presa, perdendo-me em Marte,
Na Terra, na Lua... ah, por toda a parte
Perdida de abraços, vivendo enlaçada
Por amor à vida, toda feita de arte
Que não sei exprimir-te, nem posso explicar-te,
Conquanto me encontre nela bem explicada.
Maria João Brito de Sousa – 01.09.2017 – 17.21h
(Reservados os direitos de autor)
“Memória curta”
ResponderEliminarHumanos ainda seremos
Arraçados também será
Rezemos ou não rezemos
Somos os que ainda há
Divisões sempre teremos
A política não chegará
Para que justifiquemos
Tudo o qu’ela tem de má
Dinheiro é complemento
Montanhas não moverá
Pode até ser redutor
Pois além de instrumento
Vantagens nunca terá
Se não esquecermos o amor.
Prof Eta
Poeta, já mal o vejo,
EliminarMas na cegueira a que aludo,
Não me escondo, nem protejo
E muito menos me escudo
Porquanto, acima de tudo,
Faço um esforço e quase arquejo
Tentando, a poema mudo,
Dar a voz que tanto almejo...
Dinheiro, basta que baste
Para viver dignamente
Ao ser humano que o gaste...
Se assim for pr`a toda a gente,
Haverá menos desastre
E o mundo será dif`rente!
Maria João
Boa noite, Poeta! A esta hora,já não costumo escrever nada porque vejo ainda pior e já estou meia a dormir, mas. abri uma excepção e só espero não ter dado muitas "gralhas"...
Abraço grande!