CHUVA

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Mais três tímidos pingos se juntaram


Aos três primeiros, hoje anunciados,


E, bem depressa, mil outros tombaram,


Pois já cai chuva a rodos nos telhados,





Nos canteiros do buxo que ensoparam,


Nos vidros das janelas, salpicados,


Nas gentes que aqui passam, ou passaram,


Sob chapéus-de-chuva improvisados...





Bendita sejas tu, que dessedentas!


Bendita, pelo bem que representas


Para a terra sequiosa e para a vida!





Chorando sobre a crosta, a reinventas,


A cobres de verdura e a sustentas,


Ó chuva, tão sonhada, quão fugida!








Maria João Brito de Sousa – 23.11.2017 – 16.34h





NOTA – Na sequência do soneto “Só Três Pingos...” de Maria da Encarnação Alexandre.











 


 

Comentários

  1. Deixo um bom dia
    em toda a alegria da chuva
    em Poesia...

    Beijinhos de aqui do Nevoeiro matinal

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    1. Bom dia também para ti, Anjo!

      Espero que chova e que chova bem por aí! Tenho andado a sondar as previsões do IPMA e parece-me que a chuva vai continuar a cair bem nas zonas do interior Centro e Norte

      Bj

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    2. Que tenhas um feliz fim-de-semana, Anjo!

      Beijinhos

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  2. “Lonesome cowboy”

    Pleased to meet you and pleased to kill you
    Pleased to love you and pleased to hate you
    Pleased to please you and pleased to not please you.

    Zé da Ponte

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    Respostas
    1. "Lonesome Poet"

      Pleased to know you`re still alive,
      Pleased to have no car to drive,
      Pleased to stop and pleased to go,
      I`d rafher write when I`m alone.

      Maria João

      Abraço, Poeta!

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  3. PINGOS DE CHUVA

    Há no inverno e também neste verão,
    Fazendo reflorir todas as flores
    E muito amor ao nosso coração,
    Livrando-nos a todos de suas dores.

    Os pingos batem forte no telhado
    Tal qual som musical em harmonia
    Que sai do piano ao toque do teclado,
    Como todos nós numa sinfonia.

    Cantemos todos nós em dós e rés
    Juntamente com todos trovadores,
    Pois o grande concerto já se instalou.


    Tal musicalidade é das marés
    Sobre bravos e fortes pescadores
    Dos mares que o poeta já nos falou.





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    1. Muito, muito grata lhe fico por me trazer mais este belo soneto, poeta amigo Adílio Belmonte!


      Que a musicalidade das marés
      Te traga inspiração e força e esp`rança!
      Que nessa Barca e sobre o seu convés,
      Em vez de tempestade, haja bonança!

      Que o céu, que agora está negro-de-pez,
      Se encha das cores do arco-da-aliança
      Preenchendo esse negro que ora vês
      Para tornar mais justa, esta mudança!

      Haja o que houver, que a Barca permaneça,
      Que nas ondas do Mar nunca pereça
      Essa que tudo enfrenta e nada teme...

      Que nada, mesmo nada nos impeça,
      De rumar devagar, ou mais depressa,
      De olhos no Horizonte e mão no Leme!


      Maria João Brito de Sousa - 27.11.2017 - 10.12h

      (A precisar de revisão e "burilamento")

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  4. Cara amiga,

    Desculpe! Esqueci a minha identificarão no poema acima PINGOS DE CHUVA.
    Obrigado por fazeres emanar inspiração a partir das terras lusas.

    Adílio Belmonte,
    Belém-PA - BRASIL

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