SONETO BÁRBARO

SONETO BÁRBARO
Pedem tónicas na sétima? Cá vão elas, cá vão elas,
A dançar, deselegantes, como bandos de elefantes
Que às doze não chegarão, nem estarão perto de tê-las,
Mas vale a pena tentar, mesmo que em versos gigantes
*
Solfejando um “dó-de-mim” sobre umas linhas singelas,
Construir algumas delas que nos soem mais cantantes,
Sabendo que não serão, nem de longe, coisas belas,
Antes são, em vez de estrelas, versos muito dissonantes.
*
A musiqueta, essa, foi-se desta pauta putativa
Que, para manter-se viva, dá por cada verso, um coice
E - juro! - a gente condói-se, se de harmonia se priva!
*
Eis a música cativa, já sem martelo e sem foice,
Dando coice atrás de coice na pobre da comitiva
Que jamais foi punitiva! Mas o soneto constrói-se!
*
Maria João Brito de Sousa – 09.11.2017 – 10.00h
NOTA – Chama-se BÁRBARO a todo o soneto composto por versos de mais de doze sílabas métricas. Este é composto, na sua totalidade, por dois hemistíquios (metades de um verso) de sete sílabas métricas, o que, como poderão verificar, nem sempre resulta num verso de catorze sílabas métricas, dadas as palavras proparoxítonas (esdrúxulas) utilizadas na sua construção, bem como à dificuldade em criar um ponto neutro (átono) entre os dois hemistíquios de cada verso.
E a arte e sabedoria de assim escrever
ResponderEliminardá que pensar
pois acho que até o Mundo nos anda a enganar...
Beijinhos de aqui dos Calhaus
arrepiados bbrrrrrrrrr
no desejo de uma aconchegada noite
Obrigada, Anjo!
EliminarBeijinhos e que tenhas uma noite serena e repousante!
Boa e feliz noite de Castanhas e Jeropiga
Eliminarpois Domingo será pró Santo...
Beijinhos de aqui
Foi uma noite de hamburguer com arroz branco e já foi uma grande sorte para mim, Anjo!
EliminarCom todas as aflições por que tenhopassado nestes últimos dias, acredita que so hoje me lembrei de que estávamos no São Martinho...
Que tenhas tido uma feliz castanhada!
Pois
Eliminarcomidinhas de grande Cidade...
Muita saúde desejo eu
Beijinhos de aqui
Comidinhas de pobre nos dias mais afortunados, Anjo, rsrsrs...
EliminarFeliz semana!
Cara amiga,
ResponderEliminarNeste mundo de pagas e conflitos dele temos a dizer e qualificá-lo como
BARBARIDADE
Vislumbro tudo em profunda loucura e contraste
Num mundo descontrolado rumo à implosão,
Mas não quero nem saber do iminente desastre
A que pode já chegar essa gente em confusão.
Será que estamos vivendo mesmo o tempo do fim ?
Não, não sei nem quero assim neste momento pensar,
Pois a guerra já começou dentro e fora de mim
Sempre que do amor cogita agora o homem dispensar.
Nesse descontrole amargo das forças e emoções
É que foge do diálogo toda a humanidade,
Rumando para caminhos de outros muitos conflitos.
Amores ou só vaidades ? Que dizeis corações ?
Silêncio eis a resposta a esta barbaridade
Que deixa todas as almas e corações aflitos.
Bom dia, poeta amigo Adilio Belmonte!
EliminarFico-lhe muito grata pelo poema com que brindou este meu cantinho.
Um grande e fraterno abraço!
Maria João