CONVERSANDO COM HELENA TERESA RUAS REIS

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CONVERSANDO COM HELENA TERESA RUAS REIS


 


 


"De primaveras mesmo sendo Inverno",


De um Verbo novo e sempre mais eterno


Por cada nascituro abrindo a vida,


Dar novo olhar à dor que foi vencida.


 


Natal feliz: um mundo p'ra o que sofre.


Abaixo os sons do mal e o cheiro a enxofre!


Renove-se p'la paz todo o terror


Co'a Bíblia ou o Corão chamado Amor.


 


O sono de Jesus nos dê sossego


Num berço onde a miséria enobrece


E humildes nos curvamos numa prece.


 


Fruto terno e raiz a que me apego...


Ó inverno em Natal nossa esperança,


Quimera que nasceu doce criança!  


 


 


 


Helena Teresa Ruas Reis


 


*********


 


"Quimera que nasceu doce criança"


E a todas as crianças representa


Fazendo, do Natal, terna mudança


Que a todos nos enlaça e nos sustenta.


 


Calem-se, então, os loucos da matança


Cuja riqueza, injusta e opulenta,


Nos torna a vida dura e sem parança


E sempre sacrifica alguém que tenta


 


Contra a ganância impor-se e dizer; Não!


Que nunca, nunca mais se nasça em vão,


Que nunca mais se sofram agonias,


 


Que se unam sempre o Amor e a Razão,


Pois cada um de nós tem por missão


Construir um Natal todos os dias!


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.12.2017


 


 

Comentários

  1. Bom e feliz Natal
    sossegado e agasalhado
    desejo eu
    que rapamos um frio
    por aqui brrrrrrrrrrrrrrrr
    que se fica sem brio... Brinco
    mas está mesmo frio

    Beijinhos de aqui dos Calhaus da Serra

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    Respostas
    1. Um FELIZ NATAL, muito agasalhadinho junto a uma bela lareira, Anjo.

      Beijinhos

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  2. Amiga Poetisa,

    Esse seu poema de Natal talvez seja o mais belo que já li sobre o tema. Diante disso tomei a liberdade e dele fiz leitura num programa de rádio que mantenho aqui em Castanhal-Pará-Brasil. Confesso que me emocionei ante a beleza dos versos.

    Parabéns! Que Deus a mantenha em inspiração, saúde, paz e amor!

    Castanhal-Pará-Brasil, 23/12/2017.

    Adílio Belmonte


    Para isso rogo a Deus nas redondilhas abaixo:


    SENHOR!

    Meu Deus, Pai Eterno de amor!
    Tu és a minha esperança,
    Venho a ti, único Senhor,
    Pedir: Dá-me a bonança!


    Dos altos do Reino puro,
    Senhor, peço a tua bênção,
    Pois mesmo sendo impuro,
    Senhor, mereço o perdão!

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    Respostas
    1. Muito grata pelas suas generosas palavras. bem como pelo seu poema, envio-lhe o meu fraterno abraço e os meus votos de um muito Feliz Natal, amigo Adílio Belmonte.


      Maria João

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  3. “Desmembrados”

    Estamos aí
    Desassossegados
    Nascidos
    Encantados
    Perdidos
    Desencontrados
    Desmentidos
    Violentados
    Sem sentidos
    Desmembrados.

    Zé da Ponte

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    Respostas
    1. Um grito que se perpetuou no tempo para que o não esqueçamos, Poeta...

      Forte abraço!

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