SEM GARANTIAS

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Concedo aos meus poemas, quando os faço,


mui garantidamente ousar tecê-los


como se foram fios de mil novelos


que tivessem tombado em meu regaço.





Cedo-me inteira, embora sendo escasso


o tempo em que o meu colo irá sustê-los,


mas... outras garantias, outros zelos,


não posso conceder-lhos neste espaço





Em que ao tecê-los me encho de cansaço,


e de saudades me encho ao não escrevê-los...


Tão pouco posso e tanto quero erguê-los,





Que me escapam novelos. Solto o laço?


Prendo-me a cada fio, traço por traço,


e, mesmo exausta, volto a concebê-los?


 


 





Maria João Brito de Sousa – 16.12.2017 -09.27h


 


 


Oeiras, Portugal


 

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