MÃE

MÃE
Sei-te velha menina inacabada
Com asas de papel de seda e espanto
Que adejam sobre tudo e sobre nada,
Deixando-te encantada em qualquer canto,
Sorrindo muito, ainda que magoada,
Muitas vezes rendida à beira-pranto
De olhos tristes, de lágrima arrancada
Ao livre choro que te tece um manto.
Vi-te de punho erguido pelas ruas,
Vi-te multiplicada em tantas luas
Quantas as marés-vivas te inspiravam
E vi-te, antes de ver-te, à beira Tejo,
Olhando o mesmo espelho em que me vejo,
Tecendo os sonhos que os demais sonhavam.
Maria João Brito de Sousa – 06.05.2018 – 09.06h
vemo-nos todos nesse espelho
ResponderEliminaré ele que reflecte a alma
Ainda bem que assim é, amigo/a.
EliminarObrigada e um feliz dia.
Deixo uma boa e feliz noite em paz
ResponderEliminare uma
Foi uma noite fisicamente muito dorida, Anjo.. mas isto há-de melhorar!
EliminarQue tenhas uma excelente semana!
Bjinhos