SONETO AO POOOOOOOSTE!!!

SONETO AO POOOOOOOSTE!.jpg



SONETO AO POOOOOOSTE!!!





Escreve a ponte-de-lança – e vai lançada... ,


E falha numa nota – Assim, já foste!,


Mas nem a multidão se ergue exaltada,


Nem se ouve alguém gritar: - Soneto ao pooooste!





Continua a escrever... não se ouve nada,


Mas pode bem haver quem não desgoste


Da nota musical mais afinada


Que escanda entre jogadas que nem mostre...





Foi golo ou não foi golo? É sempre incerto


Torcer por quem da morte está tão perto


Que só sabe estar viva porque escreve





E não desiste de ir compondo um tango...


Alguns irão espalhar que “meteu frango”,


Mas mais nada lhe importa e... entra em greve.


 


 





Maria João Brito de Sousa -





Entre 18.06.2016 (primeira estrofe) e 18.06.2018 (estrofes seguintes)


 


 

Comentários

  1. “As feras”

    Este mar de indiferença
    Vem de vermelho garrido
    Revela toda a indiferença
    E nele vê reflectido

    Uma imperial presença
    Com o dizer bem vestido
    Não quero saber da essência
    Ou do que possa ter ocorrido

    Gaiolas dizem presente
    Ao presente destas eras
    As quais estamos a viver

    Mas antes não foi diferente
    Os leões são sempre as feras
    Que virão p’ra te comer.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Pobres, pobres dos leões,
      Quase todos dizimados,
      Não por tiros de canhões,
      Mas pelos rifles caçados.

      Pobres das embarcações,
      Pobres dos refugiados,
      Pobres dessas migrações,
      Pobres dos já sepultados

      Nas águas de um mar sem fundo,
      Na busca de um novo mundo
      Que jamais encontrarão

      Porque os lançam nas arenas
      Não das feras, mas das penas
      Que os arrancam do seu chão...

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Cá vai, como sempre, o que de repente me ocorreu... Abraço grande!



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