UM SONETO PARA FRIDA

Frida de colete.jpg


 


UM SONETO PARA FRIDA


 





Era Frida, não eu, quem se pintava


No aço do colete que a sustinha


E muito mais do que eu, Frida chorava


Porque mais do que eu estou, estava sozinha.





Travando a mesma luta que ela trava,


Pra ela escrevo, porque à dor que é minha


Descrevi-a, gritando que bastava


Ouvi-la transformar-se em ladainha,





Quando sinto não ser nenhuma escrava,


Nem jamais aspirei a ser rainha


De reino algum, do verso, ou da palavra.





De Frida falo. O resto se adivinha


No mesmo aço da dor que a atormentava


E, em mim, se torna coisa comezinha...


 


 





Maria João Brito de Sousa – 08.06.2018 – 14.23h


 

Comentários

  1. Sofredora a Menina Frida
    que eu vi o filme
    e não gostei do que visualizei
    um pobre retrato abstrato da época mal retocado... Hé hé hé

    Beijinhos de aqui, e um bom e feliz fim de Semana

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    1. Também vi o filme biográfico, Anjo. Nos tempos em que me mexia... e bem. O colete dela não é muito diferente do colete que eu uso agora. Foi a propósito dele que me surgiu este soneto.

      Feliz tarde para ti

      Eliminar
  2. São versos ecléticos de vida e lida, os quais mostram-nos a verdadeira vida.

    Parabéns poetisa, continuo sendo seu discípulo.

    António Ferreira,
    Belém-Pará - BRASIL

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    Respostas
    1. Muito me honra, poeta amigo António Ferreira.

      Forte abraço poético.

      Eliminar

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