"A" de AMOR

“A” DE AMOR
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Ardia Amor, ainda aceso amor,
Absurdo, acidental, apaixonante,
Angélico, amorável, acto-amante
De anseios de astros, de almas e de ardor.
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Ao amado se abraça o amador.
Abismos de águas abrem-se adiante
De ávido Amor. Avante, Amor, avante!
Alerta! Arroga-te asas de alto açor!
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Abrindo-as, aborrece altivo abismo
Que, agigantado, arrola as ameaças
E, adverso a Amor, acende antagonismo.
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Acusa, a Amor, de abuso e de arruaças
E absurdamente o ata ao aporismo;
Arranca, Amor, atilhos e (b)araças!
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Maria João Brito de Sousa – 23.07.2018 – 16.39h
E viva o Amor
ResponderEliminardaquele sempre em flor
Beijinhos e um feliz dia de aqui dos Calhaus
Bom dia, Anjo!
EliminarBeijinhos daqui, deste meu buraquito com vista para um pedacinho de mar
O amor é lindo e maravilhoso,esse teu poema está fantástico e perfeito!!
ResponderEliminarMuito obrigada, Luciana.
EliminarEspero ter conseguido deixar uma condigna visão do Amor, apesar da sujeição que me impus; utilizar apenas palavras principiadas pela primeira vogal do nosso alfabeto.
Beijinho
Utilizar palavras apenas com a primeira palavra do alfabeto foi fenomenal,essa parte foi a minha preferida,eheh,
EliminarAs vogais estão longe de ter o impacto e a maleabilidade de algumas consoantes, sobretudo as oclusivas, as rolantes e as sibilantes, mas eu aventurei-me
EliminarDepois, se tiver tempo e paciência, "desça" um pouco e dê uma vista de olhos ao TRADUTOR DE TUDO(S) ou ao CONCEBO CARTAZES.
O soneto, intocável na forma, exigentíssimo na musicalidade, é uma barca capaz de navegar todos os oceanos e de sair vitorioso de todas as grandes borrascas
Obrigada e outro beijinho