MUSA

MUSA
*
Emerge a Musa e esparge a água salgada
Que lhe moldava as ondas dos cabelos
Na areia onde, não estando, estou sentada
Desenrolando os fios dos meus novelos.
*
Já se retira, a musa, mas do nada
Em que pude pensar que pude vê-los,
Emerge um verso, um só, que, extasiada,
Vislumbro ao som de acordes muito belos.
*
Que Musa é esta musa imaginada,
Que traz consigo acordes tão singelos
E mos oferta assim, de mão-beijada?
*
Decifrá-los, não sei, só sei escrevê-los...
Ah, não transcreva a nota em pauta errada
A mão que lhe estendi pra recebê-los!
Maria João Brito de Sousa – 10.07.2018 – 14.34h
Gravura de Pablo Picasso
Temos Verão
ResponderEliminarBeijinhos e um bom e feliz dia
Bom dia, Anjo!
EliminarBem... ter, temos, segundo o calendário... mas olha que ele esqueceu-se de aparecer por aqui Bem sei que, com todos os meus problemas físicos, não sirvo de padrão a ninguém, mas a verdade é que estou de casaco vestido ea minha sala está tão escura quanto numa tarde de Inverno...
Feliz dia para ti