CHARADA POÉTICA

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CHARADA POÉTICA





(soneto sem as vogais A, I e U)


*











Este pobre soneto de colete





Sente-se preso, torpe, tolo, lento;





Conhecedor do jogo, só promete





Escrevê-lo se o tempero for fermento.





*





Retomo o jogo, como me compete,





E se o som mo concede, logo o tento...





Porém nesse momento se derrete,





Como se gelo sob o sol sedento.





*





Revejo o Tejo. Doce Tejo nosso...





Norte? Nordeste? Onde me perco, posso





Esconder-me desse Tejo sofredor?





*





E prevendo esse Tejo neste jogo,





Se o vejo só rochedo e ferro e fogo,





Como crer nele e tê-lo por senhor?





*





Maria João Brito de Sousa – 04.08.2018 – 09.24h


 

Comentários

  1. Bom humor
    que o impávido Tejo
    sempre correrá sim Senhor

    Bom fim de Semana feliz
    Beijinhos de aqui

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    Respostas
    1. Bom dia, Anjo.

      Coitado do Tejo que, nalgumas zonas, parece mais morto que vivo...

      Feliz fim-de-semana para ti!

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  2. “As voltas”

    “Indo à procura de mim…”
    Pelas vielas e calçadas
    Onde me perderei por fim
    Pois lançam novas estradas

    Nunca pude ser assim
    Nas velhas e esburacadas
    Mas não lamento, enfim
    As voltas que foram dadas

    E mais voltas que darei
    Onde finalmente perdido
    Nas marcações dum fandango

    Enquanto isso imaginarei
    Ser um artista entendido
    Nas voltas que são do tango.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas

    1. Trocando as Voltas

      "Nas voltas que são do Tango",
      Não me encontrarão, decerto,
      Muito menos num Fandango
      Pularei de peito aberto;

      Meu colete não é Mango
      E eu estou toda sem conserto
      A comer perna de frango
      Compradinha aqui, bem perto...

      Se o mundo se converteu
      E dá mais voltas do que eu,
      Eu, por mim, meto os travões;

      Mais penso, mais saboreio
      E, em vez de ter receio,
      Antes troço dos ladrões...

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com outro abraço grande!

      Eliminar

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