FORMA... E CONTEÚDO

FORMA... E CONTEÚDO
*
Imputo à minha própria estupidez
Alguma culpa; a que morrer solteira!
Não fiz asneira, tendo feito a asneira
De não prever a eterna cupidez.
*
Pra tudo o mais me sobra a lucidez
Mas, neste ponto, não vejo maneira
De detectar a abjecta ladroeira
Se mascarada, como dessa vez.
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Não vejo poesia no que digo,
Nem vejo poesia no que escrevo...
Só no compasso de um formato antigo
*
Reconheço o poema a que me elevo
E a forma em que me encontro, em que me abrigo,
Pra falar do que devo e que não devo...
*
Maria João Brito de Sousa – 18.08.2018 – 15.23h
Há que existir
ResponderEliminarno sorriso em dia
e a cada momento que porfia
Beijinhos de aqui dos Calhaus quentes
No sorriso e no riso, também, que eu não sou de lágrima fácil, Anjo.
EliminarBom, também não passo os dias a rir; nem oito, nem oitenta
Feliz tarde para ti, que os teus calhaus devem ser como a minha casa; um forno no Verão e um frigorífico no Inverno...
Beijinhos
“Poeta invisível"
ResponderEliminar"Não viu a poeta em mim"
Mas começa a descobrir
Apenas e porque sim
Pois não há como encobrir
Não vale fazer chinfrim
De nada poderá servir
Mas é salutar o frenesim
Que em muitos faz sentir
E agora vê-se a luz
Entre sorrisos de luar
Salpicados de emoção
O poema em nada reduz
Tudo o que possa alcançar
Ou guarde no coração.
Prof Eta
POEMA AUDÍVEL
Eliminar"Ou guarde no coração"
Para mais tarde o soltar
Sob a forma de canção,
Que os versos são pra cantar,
Já todos o saberão
Mas, não qu`rendo acreditar,
Tenham mais, mais atenção
Ao compasso que ele ditar,
Que a melodia o traduz
E a palavra o conduz
Do princípio até ao fim
E, se o calo, não sou eu,
Sou alguém que se perdeu
Indo à procura de mim...
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai com o abraço grande de todos os dias!