NAUTILUS E A BARCA

Nautilus.jpg


 


NAUTILUS E A BARCA


*





Vós que credes num demo em que não creio


E que tremeis de infernos e castigos


Pois receais quanto eu já não receio.


(concretos, bem reais, sobejam perigos)





*


Vós que espreitais por frestas e postigos


E que implorais, do horrendo, o menos feio,


Mas sonhais com fortunas por sorteio


Sem parar pra pensar. Vós, meus amigos,


*


 


Vós que me sois iguais, diferentes sendo


À conta do que a alguns nos foi movendo


E, por outros, passou sem deixar marca,


*


 


Que temeis desse demo que eu não temo?


(e evoco ainda o Nautilus de Nemo


enquanto solto a amarra à minha Barca)


*








Maria João Brito de Sousa – 17.07.2018 -14.22h








Às minhas infantis memórias de leitura de Júlio Verne


 

Comentários

  1. E que bela imagem
    num belo descritivo Poema

    Bom e feliz dia
    e beijinhos também de aqui dos Calhaus

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bom dia, daqui, do enevoado estuário do Tejo, Anjo.

      Obrigada e um beijinho para ti

      Eliminar

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