"ERRARE HUMANUM EST"

“ERRARE HUMANUM EST”
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Se nem todos os pés pisaram uvas,
se nem todas as mãos colheram trigo,
se nem todas as nuvens geram chuvas,
se nem todos os tectos são abrigo,
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Nem todo o bofetão chegou de luvas,
nem todo o que diz sê-lo é grande amigo,
nem todas as formigas são saúvas,
nem tudo o que nos dói será castigo...
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Semântica, a manhosa, a traiçoeira,
vem por vezes pregar-nos a rasteira
de por-nos sob a língua algo diferente
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Daquilo que intentávamos dizer
e caímos nesse erro sem saber
que para assim falhar basta ser gente...
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Maria João Brito de Sousa – 29.09.2018- 10.01h
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Imagem surripiada do Google, sem autoria visível
E assim
ResponderEliminardeixo o desejo de uma feliz noite
e também ao sorriso latente e sem fim
da imaginação, presente
Bom Domingo e bjocas de aqui
Obrigada e uma feliz noite também para ti, Anjo!
EliminarBjinhos
É. E às vezes as consequências de certos erros são desumanas.
ResponderEliminarUm abraço e bom fim de semana
É verdade, Elvira. Nem sempre as consequências são proporcionais ao erro cometido.
EliminarTenho, muito recentes ainda, dois exemplos flagrantes dessa desproporcionalidade;
primeiro, cometi o "erro" de instintivamente amparar uma senhora idosa em desequlíbrio e fracturei uma vértebra.
Depois, cometi o "erro" de adormecer sentada ao computador e, ou fracturei uma costela, ou arranjei uma lesão num órgão interno. Este tipo de pequenos erros têm um preço altíssimo e eu só espero que nenhum deles se repita, embora nem sequer esteja muito segura de poder chamar-lhes erros.
Obrigada, um abraço e um bom fim-de-semana também para si.