HOJE, EXCEPCIONALMENTE...
FRATERNA IGUALDADE
*
A hora de Inverno chegou fria e escura
pintando a candura com laivos de inferno,
mas nada é eterno, nada tanto dura,
nem cabe a tortura no tempo moderno
*
E, no meu caderno, na minha moldura,
não há ditadura vestida de terno,
que eu cá me governo! Poeta e madura,
decreto a ternura de um mundo fraterno!
*
Viva a liberdade... mas a verdadeira,
que não tem fronteira, que nunca se evade
pois traz a vontade como companheira
*
Sempre à dianteira, beijando a verdade!
Que beije à vontade e que seja a primeira
a ser, toda inteira, fraterna igualdade!
*
Maria João Brito de Sousa - 29.10.2018 – 11.30h
“Nada mais interessa”
ResponderEliminarOuvir, ver e pensar
Sentir é fundamental
E da arte de duvidar
Nascerá algo fulcral
Sentir e reformular
Sonoridade ancestral
E só depois almejar
O patamar celestial
Assim te guie a pulsão
Até ao sublime interior
Do sentimento profundo
O qual não tem tradução
Nem tão pouco descritor
No que existe neste mundo.
TUDO TEM O SEU TEMPO
Eliminar"No que existe neste mundo"
E noutros que possa haver,
Que este universo é fecundo
E a vida é quase um dever
Que ocupa, a cada segundo,
Todo o espaço que puder,
Pouco importa se oriundo
De outro planeta qualquer...
A pulsão mantém-me viva,
Mas por tempo limitado;
Não aspiro a ser eterna,
E como os mais, sou cativa
De um corpito ultrapassado
Para esta época moderna...
Maria João
Olá, Poeta! Cá vai, com o abraço de todos os dias!
“Sobrevivência”
ResponderEliminarRespeito foi corrompido
Pela mentira vigente
Todo o povo destruído
Por ter ficado indiferente
Cada um viu-se iludido
Ocuparam sua mente
Com um imenso ruído
Dissonante e insistente
Hoje restam os produtores
Deste estado de emergência
Muitos deles são doutores
Da arte da complacência,
Mas e agora senhores?
Pratiquem a sobrevivência.
"Bicho-Papão"
Eliminar"Pratiquem a sobrevivência"
Enquanto ela é permitida,
Mas em caso de emergência,
Lutem pela vossa vida,
Porque a velha resistência
Não será causa perdida
Nestes tempos de impaciência
E de teclas em corrida...
Deram-se passos atrás
Na caminhada prá paz
E prá civilização?
Dêem-se alguns mais em frente,
Ainda que o presidente
Pareça... o bicho-papão!
Maria João
Cá vai, com outro abraço grande, Poeta!
"E, no meu caderno, na minha moldura,
ResponderEliminarnão há ditadura vestida de terno,
que eu cá me governo! Poeta e madura,
decreto a ternura de um mundo fraterno!"
que tal decreto
te cite a quadra
ou mesmo
todo o soneto
Muito obrigada.
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