QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM PRESENTE TÊM?

QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM SEQUER PRESENTE TÊM?
(Em verso alexandrino)
*
E sonha-se um futuro enquanto, no presente,
Morre de fome a gente à míngua de um pão duro
Mesmo que parco e escuro, inda que faça frente
Ao gesto prepotente erguendo, de aço, um muro.
*
Fascino-me – é seguro! - , almejo ardentemente
Subir essa vertente, abri-la furo a furo,
Que, segundo afiguro, augura um repto urgente
À nossa humana mente em cérebro imaturo.
*
Concentro-me não raro, agora pra pensar
Qual será o lugar do explorado... aqui paro
Assim que vejo claro o verbo aniquilar.
*
Vou-me posicionar segundo o meu reparo
Porquanto de bom faro, agora é não parar
E havendo que lutar, luto por quem me é caro.
*
Maria João Brito de Sousa – 05.12.2018 – 17.15h
Imagem retirada daqui
O que vou eu comentar sobre este poema, que retrata uma triste realidade. Que raio de raça é esta que se alpendra, afundando os seus irmãos? Existimos há milhares de anos, e ainda não aprendemos, o mais básico. Que todos somos irmãos e que o mais forte deve amar, e proteger o mais fraco, e não desprezá-lo e deixá-lo abandonado à sua sorte.
ResponderEliminarUm abraço
A empatia e os gestos de mútuo amparo mostram-se muito favoráveis ao nosso percurso evolutivo e esses "bons" genes, talvez mais ainda do que a conhecida lei do mais forte, fazem parte de nós, ainda que não muito equitativamente distribuídos. Por outro lado, o nosso percurso evolutivo tem sido feito por via instrumental e é exactamente por essa via que estamos a dar um gigantesco passo evolutivo. Um verdadeiro salto evolutivo para o qual talvez não tenhamos ainda pernas e estofo suficiente. No entanto, Elvira, somos uma espécie com muito poucos milhões de anos de percurso, ainda jovem, em termos de tempo biológico.
EliminarA História reporta-nos muitos casos em que se mostrou necessário sacrificar uma minoria para resgatar uma maioria e ainda no século passado alguns loucos "sonharam" exterminar a maioria para resgatar a minoria que entenderam chamar de "raça pura".
Não é fácil, neste mundo pejado de mentiras, cegueiras e pânicos; nem sequer lhe posso garantir que seja viável ficar-se atento aos sinais do retorno desse "sonho", mas penso que é esse um dos mais importantes deveres de todo o ser humano.
Espero ter respondido, ainda que muito parcialmente, à sua pergunta.
Obrigada e um abraço.
Poucos têm muito
ResponderEliminardemasiados muito pouco
E viva a poesia com amor e sempre em flor.
Beijinhos e uma feliz noite aconchegada
Obrigada, Anjo.
EliminarFeliz e aconchegada noite também para ti