BOLAS DE SABÃO

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BOLAS DE SABÃO


*


 


 


São tão lábeis, as bolas de sabão


Quanto os meninos são, sem o saber;


Elas, rebentam por qualquer razão,


Eles, não param de as fazer nascer


*


 


E embora as coisas sejam como são


- nem sempre fáceis de compreender -,


Para os meninos só a diversão


Os impele a correr, correr, correr,


 


*


Atrás de bolas que rebentarão


Ao simples toque dessa mesma mão


Que se esmerara para as conceber


 


*


E, desta feita, a gratificação


Reduz o feito à estranha dimensão


Da qual mais colhe quem menos colher.


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 10.07.2019 -22.09h


 


*


 


NOTA - Soneto criado para um Desafio Poético no site HORIZONTES DA POESIA

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