TERRA
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TERRA
*
Era uma rocha bruta, hostil à vida,
Soturna de aparência e fervilhante
De explosões e da lava borbulhante
Que toda a recobria, como ferida.
*
Milhões de anos passaram de corrida
Pela árida rocha inda expectante,
Ainda de estar viva tão distante
Quanto de pela vida ser traída.
*
Depois, foi tanto o tempo que passou
Bebendo a luz do sol, que germinou
Em moléculas simples, toda inteira.
*
A evolução foi sábia no que fez
Quando aos poucos cobriu, de lés a lés,
De vida o que antes foi fogo e poeira.
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Maria João Brito de Sousa – 22.04.2020 – 17.49h
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Imagem retirada daqui
Um belíssimo poema para comemorar o dia do planeta.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Muito obrigada, Elvira.
EliminarAbraço e saúde, amiga!
Uma bela homenagem ao Dia da Terra / agora toda coberta de amorfa vida / nunca mais nada será como era / e, talvez, lentamente se regrida à forma árida, da rocha de vida descabida.
ResponderEliminarBeijinho, Mª João.
Obrigada, Janita
EliminarTambém sou da opinião de que a ordem das coisas foi tão profundamente abalada que é altamente improvável que tudo volte a ser como era dantes... no entanto, recordo a estirpe de H1N1 que, em 1918, dizimou entre 50 e 100 milhões de vidas humanas e que apresentava um índice de mortalidade muito mais elevado. Levámos muito tempo a repor uma relativa normalidade, sobretudo porque estávamos já desfalcados pelas incontáveis vítimas da primeira Grande Guerra, mas... a vida continuou, apesar de tudo.
Coragem e um beijinho, Janita
Eis um soneto
ResponderEliminarque dá alento lê-lo
Obrigada, Rogério,
EliminarFico contente por saber que te dei algum alento!
Forte abraço