A QUEM SOUBER OUVIR O (EN)CANTO DOS PARDAIS
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A QUEM SOUBER OUVIR O (EN)CANTO DOS PARDAIS
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(Em verso alexandrino)
*
Aos mortos nos covais e aos que estão por vir,
Aos que estão a dormir, aos que nem dormem mais,
Aos troncos verticais dos cravos a florir
E a quem souber ouvir o (en)canto dos pardais,
*
Aos rios nos seus caudais, aos montes por subir,
Às pedras por esculpir, aos mestres geniais,
Às infracções verbais, aos versos por escandir
E à morte que há-de vir porque somos mortais;
*
O poema é uma aventura incerta e fascinante
Que ninguém nos garante, infinda descoberta,
Quase uma frincha aberta ao gesto vacilante
*
Do que ainda hesitante abre quanto o liberta
Porque a frincha desperta o que o levara avante
Naquele exacto instante em que ele a dá por certa.
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Maria João Brito de Sousa - 17.06.2020 - 12.31h
«O poema é uma aventura incerta e fascinante»
ResponderEliminarÓ SE É, ROGÉRIO!
EliminarÉ ISSO TUDO E E´TAMBÉM O MEU HUMILDE "OFÍCIO" !
ABRAÇO GRANDE
Gostei de ler.
ResponderEliminarAbraço e saúde
MUITO OBRIGADA, AMIGA!
EliminarABRAÇO E VOTOS DE SAÚDE TAMBÉM PARA SI
Inspiração daquelas MJ
ResponderEliminarBeijinhos que é quase Verão
o Sol brilha e aquece
para um belo e glorioso dia
que apetece
AI, OBRIGADA, ANJO!
EliminarDESCULPA-ME AS MAIÚSCULAS MAS SÓ AGORA VI ESTA NOTIFICAÇÃO E JÁ GASTEI A POUCA ACUIDADE VISUAL QUE O DIA ME VAI PERMITINDO...
BEIJINHOS