FRAGILIDADES

FRAGILIDADES
Ou
Pequenas Grandes Fraquezas Que se Confessam a Brincar
*
Hoje de manhãzinha ia matando
O quase nada que de mim sobrou;
Dez quilos de gravilha levantando,
Senti que o coração quase parou,
*
Que as vértebras rangeram protestando
E que a força nas pernas me faltou...
De a tão pouco saber-me estar vergando
Toda a minh`alma se me rebelou
*
E o corpo inteiro, embora vacilando,
Na tarefa impossível se centrou;
Assim a terminei resfolegando,
*
Tonta do esforço (mais do que já sou...),
Os "bofes pela boca" arremessando...
Tão pouco fiz... e tanto me custou!
*
Maria João Brito de Sousa - 22.02.2020 - 13.05h
Afinal, que esforço titânico
ResponderEliminarfoi esse a que se submeteu?
Não me diga que andou
a tentar mudar o mundo
e ele, renitente, nem sequer
do mesmo sitio se mexeu?!
Beijinhos, Maria João.
( Faça força, apenas, no Soneto!! )
Ai, Janita, nada disso! Antes fosse, antes fosse, rsrsrs...
EliminarEste esforço titânico (para mim) resultou apenas de lavar uma das caixinhas sanitárias da Mistral e enchê-la de areia limpinha... está a ver ao que estou reduzida?!
De momento, não posso nem com um hamster pelo rabo...
Obrigada e um grande beijinho
Mas ao menos, fez e isso é uma tremenda vitória! O fazer, o tentar, mesmo que fique com os "bofes pela boca". Muitos beijinhos minha amiga!
ResponderEliminarPois, Sandra... a verdade é que, no fundo, no fundo, senti aquele miserável esforço como uma grande vitória
EliminarEnfim... talvez tenha sido um disparate, um risco inglório, mas impunha-se fazer esta limpeza e a Mistral, coitada, não consegue fazer estas coisas que nós, humanos, costumamos fazer com uma perna às costas...
A outra caixinha fica para amanhã... se eu já tiver esquecido o susto que esta me pregou
Muitos beijinhos!
O esforço, afinal, culminou num poema.
ResponderEliminarL
Brancas Nuvens Negras
Obrigada, L.
EliminarEste esforço, antes de mais, culminou numa caixinha sanitária impecavelmente limpa. Depois é que acabou neste soneto brincalhão
Abraço