OS LICANTROPOCAPITALISTAS

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Gravura de Bartolomeu Cid dos Santos


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OS LICANTROPOCAPITALISTAS
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Já não há paciência pra doidos varridos


Nem mesmo vestidos de oiro e de inocência,


Há é grande urgência em vê-los despidos


Dos seus aguerridos véus de prepotência!
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Quando de incoerência surgem travestidos,


Dão fortes rugidos, clamam transparência...


De alguma inocência pensam estar munidos;


Dizem-se traídos, tudo é maledicência.
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Não tendo consciência, mostram-se raivosos,


Soltam rancorosos uivos de histeria;


Eis a frontaria dos tais poderosos
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Muito ruidosos, mas sem mais valia


Que a duma hierarquia que os torna vaidosos,


Gulosos, ciosos da própria avaria!
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Maria João Brito de Sousa - 22.10.2020 - 20.39h
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Imagem retirada de PRAÇA DO BOCAGE


 


 

Comentários

  1. Poema-panfleto
    Tudo rima
    e soa a certo

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    1. Em verdade te digo, Rogério, que os poemas-panfleto não costumam ser muito bem vistos pela generalidade dos críticos, mas eu penso que, por vezes, impõe-se cantá-los muito clara e directamente.

      Abraço!

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  2. Brancas nuvens negras23 de outubro de 2020 às 02:00

    Uma mensagem com destinatários. Muito bem explicado apesar de ser poema.
    Boa Noite.

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    Respostas
    1. Obrigada, L.

      Faço questão - sempre o fiz - de deixar bem claro quem é ou são o/s destinatário/s dos meus poemas, quando o/s há.

      Bom dia e um abraço

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  3. E assim se conjuga
    o que dizer deste nosso viver
    com gabarito inspirado
    e ponta de humor acertado hé hé hé

    Bom fim de Semana com alegria e esperança MJ
    Beijinhos

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