BENS (IM)PRÓPRIOS

BENS IMPRÓPRIOS.jpg


Imagem retirada daqui


 


BENS (IM)PRÓPIOS
*



Tenho uma gata, cactos e uma fonte


Que me concede uns versos transparentes


Nascidos muito além do horizonte


Do consenso das coisas pertinentes.
*


 


Estendem-se, esses meus versos, como ponte


Entre quem sou e os demais viventes


Sem que um único espinho me amedronte;


Gata, cactos e eu, somos valentes!
*


 


Surge a flauta de Pã tangendo notas


Que ecoam nas memórias mais remotas


Da fonte de onde os versos vão jorrando
*


 


Gata, cactos e eu. Cem mil sentidos


Vibrando atentos aos sons emitidos;


Vão-se os versos por mil multiplicando.
*


 


 


Maria João Brito de Sousa - 31.10.2020 - 12.29h


 

Comentários

  1. Que bela conjugação, palavras e imagem sempre uma delícia de se ler! Adoro o contraste gato e cato, um macio e fofinho, outro que pica! Muitos beijinhos, fim de semana feliz amiga querida 🙏🌷🌼❤

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    1. Muito obrigada, Sandra!

      Desculpa-me o atraso, mas continuo menos bem e tenho passado 3/4 dos meus dias na cama.

      Beijinhos e um bom Domingo

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  2. Brancas nuvens negras31 de outubro de 2020 às 16:05

    A chama está viva e resiste. Leio com agrado. Desejo as melhoras.
    Até logo
    L

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ainda viva, mas pouco, L., rsrsrs

      Mas que resisto muito, resisto!

      Obrigada e um abraço

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  3. Pronto!
    Teu soneto
    tem tua marca e talento
    Conheço-te
    Conheço teu gato
    mas...
    ainda não me apresentaste o teu cacto

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Esse, na imagem, não é meu, Rogério, mas tenho vários e alguns deles são enormes :) Hás-de ficar a conhecê-los da próxima vez que dês um pulinho até cá!

      Forte abraço

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