DE MUSA - OU ESTRO - SOBRE CAVALO SELVAGEM

DE MUSA - OU ESTRO - SOBRE CAVALO SELVAGEM
*
Pérolas eu daria, se as tivera,
A quem viesse ler-me e me escutasse,
Mas toda sou poema em desenlace
Que de lápide alguma fica à espera.
*
Serei a terra que alimenta a hera,
Ou pó que alguém sobre ela derramasse...
Que importa que a velhice me ameace
Se já tão longe estou da Primavera?
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Porcos não tenho e pérolas, tão pouco...
Nada tenho pr`além de Musa... ou Estro
E - quem sabe? - um cavalo feito louco
*
Galope na vertigem que lhe empresto;
Sem saber se o acalmo ou se o provoco,
Faço o que posso pra negar-lhe amestro...
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Maria João Brito de Sousa- 12.05.2021 - 10.04h
MARAVILHOSO DE LER.
ResponderEliminar.
Abraço virtual desde Lisboa-Portugal
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Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarO meu abraço virtual segue de Oeiras, Portugal
"Pérolas..."! Saúde!
ResponderEliminarBom dia, Francisco!
EliminarMuita saúde e inspiração.
Forte abraço!
Os brasileiros usam a palavra haragano para definir um cavalo selvagem que dificilmente se deixa domar, também a usam para significar vagabundo, vadio e, nalguns casos, ermita, eu uso-a como heterónimo, Haragano, o Etéreo (o vagabundo que anda sem rumo pela internet desde 1994).
ResponderEliminarAdorei o soneto menina Maria João. Senti-o quase como um vizinho, um velho amigo.
Muito me alegra sabê-lo, Gil.
EliminarConforme me disse, temos o soneto como causa comum e, ou muito me engano, ou também preza muito a sua "solitude" criativa...
Forte abraço
Virei mesmo sem pérolas, virei por si e pelo que escreve.
ResponderEliminarUm abraço.
Muito obrigada, L.
EliminarSerá sempre um prazer recebê-lo!
Forte abraço
E assim
ResponderEliminarem galopantes e desenfreadas correrias
anda o Mundo, a cada segundo
Bom e feliz dia com alegria MJ, beijinhos
Obrigada, Anjo
EliminarTagadap, tagadap, tagadap...
Beijinhos
Maria João.
ResponderEliminarEscuto-a atentamente, sempre !
E se me permite, junto-me a esse cavalgar sem freio, louco e destemido. .
Grande beijinho
Muito obrigada, Blue Bird
EliminarOs meus melhores sonetos nasceram assim, numa espécie de galope desenfreado...
Estão a chegar as senhoras que me vêm dar banho e, depois, prometi ajudar uma amiga que ficou de me vir buscar de carro. Apesar de viver muito perto da minha casa, já não chego lá pelo meu pé...
Um grande beijinho!