SERÁ QUE POSSO?

SERÁ QUE POSSO?
*
"Onde apenas coubesse amor sem dor"
Também eu, se pudesse, engendraria
Um mundo tão gentil quanto uma flor
Depois de erradicada a tirania
*
Um mundo que exalasse o suave odor
Da corola na qual floresceria,
Se ninguém o esmagasse e, sem temor,
Na flor vissem bem mais que uma utopia...
*
Ah, pudesse eu criar um mundo assim,
Onde o meu eu coubesse além de mim;
Todos dif`rentes e todos iguais...
*
Será que posso e que apesar de tudo
É dizendo que não que a mim me iludo
E que é crendo que sim que eu posso mais?
*
Mª João Brito de Sousa
17.11.2021 - 15.10h
*
Nota - Soneto criado a partir do verso inicial do soneto SE EU PUDESSE I , de MEA (Maria Encarnação Alexandre)
O seu poema de hoje fez-me lembrar os tempos da flor no cabelo, maravilhosos anos sessenta.
ResponderEliminarA imagem, mais uma obra de artista.
Um abraço
L
Obrigada, L. !
EliminarEsta tela - outro pastel de óleo - faz parte de uma trilogia em monocromias; esta é Menina em Monocromia Verde.
Forte abraço!
Mais um soneto lindíssimo que muito gostei de ler
ResponderEliminarCumprimentos
Obrigada, Rik@rdo!
EliminarAbraço
Pode, sim! A Musa está sempre à espreita. Mas cuide da vista, SFF!
ResponderEliminarObrigada, Francisco
EliminarA consulta do pré-operatório de Oftalmologia será já na próxima terça-feira.
A Musa ficou um bocadinho "empenada" com as picadelas. Não tenho outro remédio senão abrandar o ritmo...
Abraço!
Percebo
ResponderEliminarmas...
crendo e querendo
talvez chegue a hora
de ir podendo
Abraço
Eu só posso contribuir com um grãozinho de areia, Rogério. Muitos de nós dispostos a isso, poderão muito mais, como muito bem sabes...
EliminarAbraço grande
Há que acreditar
ResponderEliminarque as palavras sabem falar
Bom fim de semana com alegria e saúde
e cuidados a cada dia
que a cacofonia
estala de novo e porfia, beijinhos
Bom dia, Anjo
EliminarEstou mais que picada e repicada contra a cacofonia Ainda tenho os dois braços doridinhos, doridinhos... mas segura, segura, não estou. Não estou eu nem está ninguém. Digamos que me sinto um pouco menos vulnerável e, como é óbvio - para mim -, um pouco menos "factor de risco" para os poucos que comigo contactam diariamente.
Obrigada e beijinhos