(E)VOCAÇÃO

(E)VOCAÇÃO
*
Retorna, Musa, à tua (in)existência
No esconso das entranhas dos poetas;
Contorna as curvas, lança-te nas rectas
Desta nossa insuspeita coerência
*
Devolve a pauta viva da fluência
Na bússola que aponta as nossas metas,
Quando, tangíveis, não forem secretas,
Nem mesmo enganadoras na aparência
*
Faz destas minhas mãos de carne e osso
Obreiras desse tanto que não posso
Enquanto a tua ausência me escraviza
*
Mas se em verdade, Musa, não existes,
Evoco-te, ó, Razão... Se tu desistes,
É a Vontade quem te idealiza!
*
Mª João Brito de Sousa
08.12.2021 - 14.00h
Um apelo à Musa que não está mas... vai estando... subtilmente.
ResponderEliminarSaúde, um abraço.
Sou uma mulher da Ciência, L., mas tornar-me-ia fastidiosa e muito pouco poética se me pusesse a tentar explicar, tim-tim por tim-tim, o que é "isto" a que chamo Musa
EliminarNada mais me ocorreu escrever para além desta (in)vocação...
Saúde e um forte abraço!
Enquanto o invocar é chamar para dentro você musa que é, evoca para fora , numa quase súplica da distância que aos poucos vai se fazendo nos ciclos da vida, pelos quais reféns somos.. E poetiza, com um fluência que só os privilegiados possuem. Parabéns, eu gostei muito!
ResponderEliminarAbraços, Florzinha
Olá, Lis
EliminarObrigada. Muito obrigada por ter gostado desta minha (e)vocação e talvez um pouquinho da tela, que também é de minha autoria.
Abraços, muitos!
Lindíssimo de ler
ResponderEliminarCumprimentos
Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarUm abraço
É sempre maravilhoso regressar a "esta casa", o teu blog! Grata por estas excelentes partilhas! Um enorme abraço, e uma boa noite!🌷
ResponderEliminarÉ bem possível que seja isso mesmo, Sandra; passei aqui os últimos quase catorze anos da minha vida...
EliminarObrigada e que tenhas uma serena noite
Um GRANDE abraço
Depois de um deslumbramento de cores e boa visão à distância, a lente que me foi implantada opacificou. Tudo voltou atrás e resta-me esperar pela próxima
Eliminarcirurgia à catarata do olho direito e capsulotomia AYG laser à lente opacificada, à esquerda.
Já te não conseguirei ir ler, hoje. A esta hora já esgotei o que me resta de acuidade visual.
LAMENTO TANTO! VAMOS CRER QUE AGORA SERÁ UMA ESPERA MENOR, E UM PROCEDIMENTO MAIS EFICAZ! UM ENORME E MUITO SINCERO ABRAÇO! TU ÉS FORTE, ISSO ÉS ❤
EliminarVamos crer nisso, sim, Sandra!
EliminarObrigada e um GRANDE abraço!
Não sei porque lamentas
ResponderEliminarde quem dá prova
de tão frequentes presenças
Abraço
Mas olha que eu garanto-te que a Musa - que não é entidade nenhuma e sim um estado de espírito que vem na sequência de um mínimo de bem -estar físico, acuidade visual e energia motora residual - estava ausentíssima, quando escrevi este soneto. É sempre difícil escrever recorrendo apenas ao conhecimento técnico, pelo menos para mim. Levo um tempo infindo a escrever o poema e o resultado raramente é brilhante...
EliminarVocês não notam, mas eu sinto a diferença na pele.
Obrigada e outro forte abraço!
Olá
ResponderEliminarde bom dia com alegria
e também hou hou hou de espírito Natalício
que por aqui tudo é harmonia
Bom e belo dia com saúde da boa MJ, beijinhos
[º<:}}}] Ho, Ho, Ho, Anjo meu
EliminarDesejo-te a continuação dessa bela harmonia e, de vez em quando, um repousozinho frente à lareira, que o frio não anda a deixar o seu trabalho por mãos alheias
Obrigada e beijinhos
Coitado do meu pai Natal, ficou todo desconfiguradinho... [º<:}}}]
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