LUCIDEZ
LUCIDEZ
*
Pela Paz Entre os Povos
*
Se a alguns mataste, a outros deste vida
E a mim já me salvaste tanta vez,
Que se me abandonasses, lucidez,
De mim própria estaria já perdida
*
Sem um rumo, uma porta de saída,
Saltando de talvez para talvez,
Desconhecendo todos os porquês
Desta vontade de me ver cumprida
*
Ainda que, por vezes, de revés,
E noutras tantas vezes de fugida
Ao sabor da nortada e das marés,
*
Mas sempre, Lucidez, comprometida
Com aquilo que sou - porque tu és! -
O meu cais de chegada e de partida.
*
Mª João Brito de Sousa
21.03.2022 - 10.50h
***
Fotografia de António Pedro Brito dee Sousa

Partilho o seu lúcido pensamento. A lucidez constrói-se com a nossa procura, o nosso esclarecimento e as nossas opções desde que fundamentadas e menos emocionais.
ResponderEliminarUm abraço
L
Sim, L., leva tempo e dá trabalho conseguir que Razão e Coração caminhem de mãos dadas lado a lado :) mas não esqueço nunca que um dos grandes objectivos das ideologias burguesas é o irracionalismo.
EliminarMais um forte abraço!
Bom fim de Semana lúcido
ResponderEliminarBeijinhos
Lúcidos, por enquanto, vão sendo os meus dias, Anjo meu , mas um bocado enlameados pelas areias de um Sahara que parece estar com vontade de mudar-se para este nosso jardinzinho à beira mar plantado...
EliminarAlém do mais, estou com uma tremenda constipação
Bom fim-de-semana para ti também.
Beijinhos
Gostei muito do poema, Maria João.
ResponderEliminarOxalá nos possamos manter lúcidas ainda por muitos anos.
Abraço, saúde e bom fim de semana
Oxalá, minha amiga! Que nos fique, ao menos, a lucidez, já que a nossa saúde não anda no seu melhor...
EliminarMuito obrigada, Paz, Saúde e um grande abraço