WALK A MILE IN MY SHOES
"WALK A MILE IN MY SHOES" *
*
"Que ainda tardavam pela minha rua"
De rostos mortiços, com passos incertos,
Os bons marinheiros da velha falua
Que andara perdida lá pelos desertos
*
Não da nossa Terra mas da sua Lua,
Sorrindo enleados nos seus desconcertos
Duma forma estranha que era muito sua
E dessa poalha ainda cobertos...
*
Fica ainda um pouco que quero mostrar-te
A Barca que a tantos leva a toda a parte,
Ainda que imóvel por cá se mantenha
*
Vem fazer comigo essa louca viagem:
Quem sabe não seja ilusória miragem
A Barca que afirmo ser de ferro e lenha?
*
Mª João Brito de Sousa
30.03.2022 - 21.00h
***
Poema criado a partir do último verso (entre aspas) do soneto FICA MAIS UM POUCO! de MEA - Mª Encarnação Alexandre
*
*Walk a mile in my shoes - Calça os meus sapatos e caminha com eles

Que a caminhada não seja longa
ResponderEliminarpois com sapatos novos
os joanetes assombra
Bela tarde MJ, beijinhos
Bastam aproximadamente 1,6 kms, Anjo
EliminarAinda a "curtir" esta chata desta gripe, que hei-de eu fazer...
Beijinhos!
Bom dia
Eliminarbom fim de Semana agradável
que o Sol porfia
e propicia energia MJ, beijinhos
Bom dia com alegria... e gripe, que nem tudo são rosas e cravos neste meu lindo estuário, Anjo
EliminarCuida-te bem!
Beijinhos
Quantas milhas for preciso, amiga
ResponderEliminarCaminhemos ! vamos ficando mais um pouquinho, Maria rs
Ainda preciso de embarcar nos seus 'barcos '.... ( esses poemas )
Beijos, florzinha
Olá, Lis!
EliminarFica à vontade para caminhar sobre os meus barcos
Se esta expressão fosse literal, pouco caminharias, tal como eu que tenho dias em que preciso de me esforçar muito para levar a roupa desde a cozinha até à marquise do estendal...
Mas não é literal, e tu tens quilómetros e quilómetros de "barcos" para visitar por este blog afora, rsrsrs
Beijos, Flor de Lis
E hoje algo totalmente diferente. Mas muito bom, muito inspirado.
ResponderEliminarUm abraço
L
Obrigada, L.!
EliminarNão é assim tão diferente; continua a ser um soneto - em verso hendecassilábico - mas foi inspirado no último verso de um soneto, não no primeiro, o título nasceu-me em inglês e eu nunca mudo uma coisa que me ocorre espontaneamente e a imagem ficou cá em baixo porque não consegui deixá-la lá em cima. Tentei, mas ela apagava-se sempre que eu tentava empurrá-la...
Só lamento não saber quem é o/a autor/a da obra. Era uma fotografia que tinha há anos no computador, sem qualquer referência à autoria.
Forte abraço!