NUNCA DESENCANTES UM SAPO! Reedição
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NUNCA DESENCANTES UM SAPO!
*
Quebra-se a magia do beijo assombrado
Que magicamente faz, do sapo, humano...
Quanta angústia emerge, quanto desengano
Pra quem fora um simples sapo descuidado!
*
Vá lá! Nunca beijes um sapo encantado!
Lembra-te que podes causar-lhe tal dano
Que o pobre batráquio, de bichito ufano,
Passe a ser humano. Coitado, coitado!
*
Pobre desse sapo que estando inocente
De culpa, de intriga, de ódio e de traição,
Se torna consciente das falhas que tem
*
Quando, por um beijo, se transforma em gente
E perde inocência. Que desilusão...
Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem!
*
Maria João Brito de Sousa
19.06.2008 - 08.53h
***
Reformulado
Hoje em dia podemos dar beijos aos sapos que eles, ou não se revelam ou são mesmo sapos.
ResponderEliminarUm abraço.
Ahahahah... é verdade, L., os sapos de hoje adquiriram "consciência de espécie", não se vendem por um prato de lentilhas, nem por um beijo. :)
EliminarForte abraço!
Lindissimo como sempre.
ResponderEliminarCumprimentos poéticos
Obrigada, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço
Um poema com muita sabedoria. Para quê desencantar o sapo e torná-lo gente? Será com certeza mais feliz sendo bicho, já que as pessoas não sabem o que andam a fazer neste mundo e a este mundo...
ResponderEliminarUma boa semana com muita saúde, minha Amiga Maria João.
Um beijo.
Bem-haja pelas suas palavras, Graça! :)
EliminarConcordo em absoluto: há por aí muita gente que não sabe o que anda a fazer neste mundo e a este mundo!
Que tenha, também, uma excelente semana e que lhe não falte saúde!
Um beijo